Entidades do Pólo da Borborema realizam mutirões educativos com jovens de Alagoa Nova

Entidades de agricultores e agricultoras do Pólo da Borborema realizaram na comunidade São Tomé II, município de Alagoa Nova, um encontro de jovens camponeses através de um mutirão educativo destinado a filhos e filhas de agricultores familiares daquele município.

Domingo Rural acompanhou as atividades do evento que aconteceu no último dia 05 de dezembro, contou com a participação de jovens filhos e filhas de agricultores e com capacitações educativas de profissionais da AS-PTA e conversou com a estagiária da AS-PTA, Izonaide de Macena; com o também assessor da AS-PTA, Benedito Olinto da Silva, com o agricultor José Luna de Oliveira, Zé Pequeno e com as jovens adolescente Maria Imaculada dos Santos Silva e Luana Barbosa Eleotério, ambas de 13 anos de idade e residentes naquela comunidade.

“Muito bom, é um encontro onde a gente aprende muitas coisas sobre plantas, água e algumas sobrevivências do nosso planeta, da mãe terra”, explica Maria Imaculada dos Santos Silva, durante ampla entrevista ao Domingo Rural, momento em que deixou seu recado ao público das emissoras parceiras. “Que eles venham pra cá que é muito bom, aprendi como é conviver entre as plantas, a mãe terra e que foi muito legal aqui, tem muitas brincadeiras e não deixem de vir porque é muito importante.

“Foi bom porque a descobrimos falamos sobre as plantas e sobre as águas, como ela é utilizada se em cisterna, em barreiro, poço, qual o tipo de água que usamos pra beber: salgada ou doce, tem muitas coisas”, explica a adolescente agricultora Luana Barbosa Eleotério, acrescentando que os participantes escreveram cartas direcionadas ás entidades internacionais parceiras falando sobre o trabalho feito pela AS-PTA em parceira com as entidades locais, fruto de recursos vindos dessas entidades parceiras.

“Na verdade a gente começou fazer uma atividade com os jovens quando a gente viu a necessidade porque todas as crianças que a gente começou trabalhar em 2002 começaram a crescer e muitas delas mandaram até recados pra gente que não vinha porque era atividade de criança que não tinha muito a ver com ele, com a atividade e a gente, no ano passado, contratou uma pessoa para fazer uma avaliação externa de nosso trabalho e poder montar estratégia pra continuar”, relata o assessor da AS-PTA, Benedito Olinto da Silva, ao dialogar com Domingo Rural. Ele garante que as parcerias internacionais estão cada vez mais fortalecidas na busca de continuação das ações de forma integrada com as diversas dinâmicas do Pólo da Borborema com já conta com um público envolvente de crianças, jovens e adultos no processo de convivência com a realidade semiárida. “Em Alagoa Nova são 04 grupos em 17 comunidades que se organizam nesses quatro grupos, envolve de crianças 380 e adultos a gente mobiliza uns 70 adultos a exemplo dos pais de alguns que vêm pra ajudar para o mutirão acontecer e terminam participando da formação, as lideranças da comunidade, agentes de saúde”.

“A gente trabalho hoje com os jovens da comunidade São Tomé II a questão das fontes de água, de observar as fontes de água e os reservatórios de água que tem na comunidade, a gente saiu pra um passeio onde a gente observou primeiro a cisterna e depois a gente olhar aonde tinha um olho d’água que ultimamente não tem água e o seu José Pequeno que foi por uma questão das pessoas não ter preservado as árvores ao arredor , aí em seguida a gente saiu com eles e fomos olhar uma barragem subterrânea que tinha e um poço que tem mais abaixo lá”, explica a estagiária da AS-PTA, Izonaide Macena.

“Esse trabalho com criança já é um trabalho que é feito em nossa vida porque se a nossa vida foi dessa maneira a gente tem o prazer de que essas crianças de hoje em dia, esses jovens de hoje em dia eles façam por onde essa nossa tradição não morra por aqui, e se a gente se descuida deles a gente está se descuidando do futuro porque o futuro vai depender deles, o dia de amanhã vai depender deles, eles são os jovens de hoje, mas são os agricultores do futuro e essa dinâmica que a gente tem, esse acompanhamento com essas crianças até se tornar jovens a gente lidando com as crianças e o jeito com os jovens também”, relata José Luna de Oliveira, Zé Pequeno, agricultor naquela comunidade, componente do Pólo Sindical e das Entidades da Borborema e proprietário da unidade rural em que aconteceu a capacitação.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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