Entidades realizam seminário sobre alternativas de convivências com a Mosca Negra dos citros

Apresentar resultados práticos na forma de fazer agricultura agroecológica no Compartimento da Borborema de forma econômica, social e ambientalmente correta e cobrar medidas por parte do Governo paraibano através das entidades de pesquisas e extensão no processo de convivência com a Mosca Negra dos citros foi um dos objetivos do seminário que aconteceu na última quinta e sexta-feira(17 e 18/05) nos Maristas em Lagoa Seca.

O seminário contou com a presença de agricultores e agricultoras agroecológicos experimentadores, representações de sindicatos e associações de agricultores, SINTER, Emater, AS-PTA, ONG Arribaçã dentre outras e versou sobre a Incidência da mosca-negra dos citros e o manejo ecológico da fruticultura no Brejo da Borborema além de fazer uma leitura panorâmica sobre a fruticultura no Brejo da Borborema; Socializar as informações sobre a incidência da mosca negra na região e as ações desencadeadas para seu controle; Aprofundar o conhecimento sobre a mosca negra, sua biologia, práticas de controle no Brasil e no mundo; Promover uma análise critica das ações desencadeadas para enfrentamento do problema no Território da Borborema pelo Estado, pelas instituições de pesquisa e extensão e organizações da sociedade civil; Construir orientações e estratégias de ação comuns para enfrentamento da problemática da mosca negra dos citros na região e Fortalecer a articulação de instituições interessadas na construção de estratégias de manejo ecológico dos citros e da fruticultura na região da Borborema.

Domingo Rural acompanhou o evento, conversou com representações diversas que socializaram informações de importância para a agricultura sustentável de toda a nossa região a exemplo do representante as AS-PTA, Luciano Silveira, que falou ter sido um evento apontou para uma evolução positiva já que o aprofundamento do diálogo promovido abre um campo novo possível de propostas tomando como base o conjunto das experiências da Rede de agricultores que produzem e convivem com a praga dentro de uma lógica de plantio diversificado que permite produzir com uso de produtos naturais através de um trabalho feito pelas entidades do Pólo com parcerias com setores das universidades, centros de pesquisas, extensão dentre outras. “Eu acho que tem aí uma alternativa possível sendo apresentada. Primeiro: para o controle mais emergencial a gente já tem, inclusive com resultados de pesquisas da Universidade de Areia, mostrado que o estrato de nim para o emergencial ele é eficaz e a gente pode com o compromisso político do governo do estado a gente pode sim mobilizar o Ministério da Agricultura para um registro provisório emergencial que a gente possa integrar o óleo de nim dentro do programa de governo “, explica aquele agrônomo lembrando dos benefícios que o produto poderá proporcionar rumo ao equilíbrio no meio rural da fruticultura regional.

O presidente da ONG Arribação, José Antônio de Lucena, ao dialogar com Domingo Rural, disse ser um evento que reflete o esforço empreendido entre as entidades que lutam na busca de alternativas que tornem o Compartimento da Borborema em Território Agroecológico, com práticas que ofertem espaços sustentáveis de trabalho para quem produz, saúde ambiental e produtos de qualidade ao mercado consumidor. “É um debate pertinente essa questão da Mosca Negra dos citros aqui no Território da Borborema e, que queira o que não, muitos da sociedade civil principalmente os agricultores familiares no que diz respeito ao uso desse defensivo onde tem sido adotado em algumas das regiões, vemos que o território da Borborema é um território onde preza bastante pela agroecologia e o uso desse agrotóxico ele vem quebrar totalmente uma dinâmica que vem sendo construída ao longo de uma década já e as instituições parceiras AS-PTA, Arribaçã, Pólo Sindical, o SINTER, a própria Fetag, a gente promoveu esse debate no intuito de estar chamando a atenção do próprio Governo do Estado, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, a Emater, pra mostrar também que existem outras alternativas, por exemplo o próprio ACC, o próprio óleo de nim e assim a gente saia daqui com encaminhamentos, sentar juntos sociedade civil e governo no intuito de reforçar essa agroecologia no Território da Borborema”.

Um trabalho de uso de venenos foi desenvolvido em diversas unidades produtivas acompanhadas pela Emater Paraíba na região do Brejo e Agreste na busca de combater a praga da Mosca Negra dos citros e, neste aspecto, Domingo Rural dialogou com o representante da Empresa de Pesquisas Agropecuárias da Paraíba, Emepa, agrônomo Ivanildo Cavalcanti de Albuquerque, que falou sobre as técnicas de aplicação utilizadas nas unidades produtivas da região com acompanhamento de especialistas na área de biológica, que orientaram a orientação de produtos venenosos baseados na alta intensidade do ataque fazendo com que o Estado decretasse estado de emergência por 90 dias com prorrogação para mais trabalhasse 90 dias e que foi feito três aplicações de um produto químico registrado no Ministério da Agricultura para que, com a baixa da incidência da praga, pudesse ser trabalhado o controle biológico e garantiu que foi feito um trabalho por técnicos da UFPB e Emepa que constatou que nenhum impacto negativo de maior expressão foi registrado na região já que os produtos foram colocados com profundo rigor técnico.

O direto técnico da Emater, Afonso Vieira Cartaxo, ao dialogar com Domingo Rural, disse que a empresa está chegando ao consenso de que é possível fazer um trabalho em parcerias com as entidades que apostam num trabalho de convivência com a Mosca Negra dos Citros. “Nós estamos chegando ao consenso, nós estamos trabalhando com a possibilidade de participarmos de uma seção aqui seção especial na Assembléia Legislativa com a participação de secretários de estados não só da Paraíba, mas do Nordeste Brasileiro e aproveitando a idéia do nosso Luciano da AS-PTA nós poderemos ir até em comissão á Brasília no Ministério para regularizarmos o uso do nim no controle da Mosca Legra aqui no nosso estado”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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