Famílias agricultoras de Remígio conhecem agrofloresta orgânica em Lagoa Seca

Famílias agricultoras agroecológicas da comunidade Caiana e Camará de Remígio, Agreste paraibano, visitaram nesta terça-feira(22/06) a experiência em agrofloresta orgânica do agricultor familiar, José Alves Leal, situada na comunidade Floriano de Lagoa Seca, Brejo paraibano, atividade que foi promovida pela AS-PTA dentro do Projeto Agroecologia da Borborema que tem patrocínio da Petrobrás(Programa Petrobrás Ambiental) em parceria com o Pólo da Borborema através do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Remígio.

Da atividade participaram, além das famílias agricultoras, técnicos da Emater daquele município, UFPB Campus Areia e Escola Agrícola da UEPB, dentre outras que conheceram de perto a forma como o agricultor José Leal desenvolve o sistema de produção agroecológico com uma ampla diversidade de culturas e cultivos destinados a alimentação da família e o excedente destinado ao mercado a exemplo de Laranjas de diversas variedades.

João Macedo é agrônomo da AS-PTA, coordenou o evento e disse que a experiência foi escolhida por ser uma das unidades que trabalha o processo consorciado com culturas diversas com resultados econômicos e ambientais satisfatórios e por ter o agricultor muito receptivo na forma de compartilhar os conhecimentos com as famílias que procuraram a unidade familiar rural em busca das práticas trabalhadas. “Você vê que numa visita como essa aqui em seu José a gente aprende tudo de ecologia, aprende-se economia também porque você pega um sistema como esse dele onde tem de tudo um pouco e que tem uma integração tão forte dessas coisas, seja do ponto de vista de ajudar no equilíbrio da terra dele, no equilíbrio ecológico e ao mesmo tempo na possibilidade de renda. Esse sistema de seu Zé é um sistema extremamente diversificado, um sistema bem complexo e que gira uma economia monetária, nesse sistema aqui que se você pegar por produtividade individual de cultura você vai dizer que isso não produz, mas quando você pega o conjunto da soma você vê que tem uma economia”, relata Macedo ao dialogar com os ouvintes da Rádio Serrana de Araruna AM em conexão com as emissoras parceiras. Ao fazer com o público ouvinte, Macedo lembrou que as duas famílias que se deslocaram de Remígio para Lagoa Seca terão muito mais motivação para fortalecer as experiências e experimentos em suas unidades produtivas além de ao chegar em suas comunidades poderem transmitir o que foi visto de positivo o que somará com as atividades que jaó vem sendo e que continuarão sendo trabalhadas pela AS-PTA e entidades parceiras.

Helder Granjeiro Lira é técnico extensionista da Emater Remígio, participou do evento e falou sobre a prática avançada desenvolvida pela família Leal na unidade produtiva visitada que vem melhorando a cada dia a capacidade de produção com produtividade e ao mesmo tempo sendo referência para toda a região na forma de fazer agroecologia. “Aqui o manejo que ele faz com as plantas que ele tem aqui na propriedade, ele faz uma transferência, vamos dizer assim, de fertilidade, ele transfere as folhas que caem naturalmente das árvores que a gente pode chamar de uma mata em formação, ele pega esse material e joga onde ele está mais precisando que é na área de agricultura onde ele planta feijão, onde ele planta o milho, onde ele planta o girassol, onde tem ainda partes descobertas do terreno, porém só tem laranja, então ele faz uma reciclagem bem diversificada de folhas de várias plantas”, explica aquele extensionista, alando sobre a importância de se ter um trabalho com a cobertura vegetal que protege o solo de formas diversas.

Josefa Miranda dos Santos, é agricultura na comunidade Camará de Remígio, falou sobre o trabalho do agricultor José Leal e garante que vai intensificar na propriedade dela já que deu pra perceber que são invenções trabalhadas que apresentam resultados de forma permanente, lembrando inclusive que, ao contrário dos modelos convencionais de produção, os sistemas agroecológicos sempre evoluem com menos dependência e menos gastos ao passar do tempo e do investimento feito pela família, investimento que em sua grande maioria se dar a partir de materiais produzidos na unidade produzida e ao mesmo tempo mão de obra da própria família. “Acho muito importante porque é uma coisa que está enriquecendo o solo, o meio ambiente e a nossa saúde também, achei muito interessante e pretendo fazer em meu sítio também porque já faço algumas coisas lá e vou o que aprendi aqui pra lá também se Deus quiser”, comemora a agricultora.

Domingo Rural conversou com o agricultor José Leal que disse receber visitas constantes de agricultores e entidades da Articulação do Semiárido e que espera que práticas interessantes sejam aplicadas por cada família em suas unidades produtivas, especialmente que estão mais apropriadas ao cada modelo e cada opção e que as pessoas despertem para a importância da diversidade de culturas e cultivos que proporcionam melhor capacidade produtiva e mais equilíbrio ambiente que também se reflete em produção sustentável. “Eu confio em Deus que eles saiam daqui com a mente bem aberta, com os olhos, a coragem, a garra e a fé em Deus para que esse trabalho de manejo de solo e a biodiversidade, eu espero e confio em Deus que cada uma dessas pessoas que vêm aqui, eles continuem reforçando e também levem para suas comunidades para distribuir esses conhecimentos, porque é isso que esperamos, é isso que precisamos hoje em nossos dias. É eliminarmos de uma vez por todas essa poluição na nossa comunidade e no nosso país e no nosso planeta”, filosofa o agricultor ao contatar com os ouvintes Domingo Rural.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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