Estudantes de Agroecologia do Redentorista visitam unidade de manejo florestal em Pocinhos

Estudantes e professores do Curso de Agroecologia da Escola Técnica Redentorista, em Campina Grande, visitaram a Unidade de Manejo Florestal Comunitário, no Assentamento Fazenda Malhada, município de pocinhos, para conhecer de perto o trabalho de exploração sustentável da lenha feita pelas famílias agricultoras daquele assentamento que tiram o sustento em atividades agrícolas diversificadas dentre as quais o corte da lenha que é vendida para empresários da região.

A visita faz parte do curso de capacitação ofertada pela SOS Sertão, durante os dias 23 e 24 de maio com o primeiro dia em sala de aula e o segundo dia com uma visita a campo(foto), na unidade produtiva que é acompanhada no Assentamento Malhada que é acompanhada por aquela organização que contabiliza diversas unidades com manejo florestal comunitário sustentável.

No dia 24, as atividades foram desenvolvidas direta na área de corte da madeira e contou com o acompanhamento do Stúdio Rural que entrevistou os agricultores Maurício Gomes Costa e Normando Barros da Silva, respectivamente, além do coordenador do curso, professor Walker Gomes de Albuquerque e o engenheiro florestal da ONG SOS Sertão e coordenador do projeto, Felipe Carlos Pereira de Almeida que falaram sobre as vantagens do manejo florestal enquanto instrumento integrado na diversidade da agricultura familiar sustentável.

“Nosso projeto foi uma coisa muito boa porque se não fosse a SOS Sertão a gente já tinha detonado, acabado com a caatinga, hoje é um meio de sobrevivência preservando a caatinga”, explica o agricultor Normando Barros da Silva afirmando que a orientação da SOS Sertão trabalhariam de maneira errada já que não tinham compreensão do corte correto das árvores dentre outras e garantiu que com o manejo ficou mais fácil fazer a pecuária já que após o corte da madeira e obedecido o período necessário os animais circulam com mais facilidade no interior da mata. “É porque você vê que é uma área muito fechada o gado não conseguia chegar dentro da mata, e hoje com o plano de manejo o gado circula lá todos os cantos para se alimentar”.

Entrevistado pela equipe Stúdio Rural, o agricultor Maurício Gomes Costa explicou que a SOS tem papel importante no manejo orientado junto aos agricultores assentados que atualmente encontram no corte da lenha a alternativa que tinha na cultura do algodão durante parte do século passado. “Esse é um modo de sobrevivência porque neste tempo em que está as chuvas difíceis, a gente vivia mais da agricultura, então agradecemos muito por Felipepor ter ajeitado esse modelo de manejo pra gente porque é um modo de sobrevivência”, explica o agricultor que repassou conhecimentos aos estudantes visitantes e por amplo espaço de tempo conversou com os ouvintes das nossas emissoras parceiras.

O coordenador do curso de agroecologia daquela escola, Walker Gomes de Albuquerque, conversou com nossa equipe e disse que a parceria com a SOS veio dar novo entendimento do grupo de estudantes que passar a ver que produzir lenha é algo que se apresenta como economicamente viável diante de um mercado de demandas cada vez mais acentuada. “É uma parceria bem louvável porque só vem enriquecer para os alunos do curso de agroecologia, os alunos de agroecologia precisam cada vez mais de vivências e práticas e uma capacitação como essa só veio mesmo a acrescentar já que a SOS Sertão é uma organização que se preocupa muito com o desenvolvimento sustentável, principalmente na mata em que a gente acho que mata é apenas mato e não se preocupa de como desmatar, e a SOS Sertão vem agregar valores para contribuir com o desenvolvimento da nossa flora da caatinga”, explica aquele educador.

style=mso-bidi-font-family: Arial>Felipe Carlos Pereira de Almeida é coordenador da SOS, participou de encontro e, ao dialogar com nossa equipe, falou sobre o trabalho que a entidade vem fazendo junto aos agricultores e agricultoras através de suas organizações sociais. “Hoje a gente trouxe o pessoal no campo após um dia de palestras que aconteceu ontem pra que a gente consiga provar na prática para que os alunos e não só os alunos como também os professores tenham idéia de como funciona o manejo, tirar aquela idéia de que o manejo é um corte de lenha que simplesmente é pra cortar, ou seja, tem o lado conservacionista, tem o lado de preservação, tem o lado de manutenção de espécies, de porta sementes, cuidados com a fauna, ou seja, tem toda essa preocupação ambiental em volta de uma atividade florestal, de uma atividade que é economicamente viável e é sustentável, então a gente quis provar isso. Também apresentar algumas espécies da caatinga, a importância dessas espécies, características que essas espécies têm para que o aluno hoje do curso de agroecologia possa sair com uma base melhor de caatinga, possa conhecer, indicar espécies para os produtores rurais que esse é o nosso interesse”, explica Felipe detalhando o Manejo style=mso-bidi-font-family: Arial>Florestal Comunitário dentro projeto Consolidação do Manejo Florestal Comunitário em Projetos de Assentamentos Rurais Localizados na Caatinga do Estado da Paraíba que conta com o apoio do TFCA.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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