Estudo quer aumentar tamanho do fruto da uva BRS Clara

Variedade sem sementes desenvolvida na Embrapa Uva e Vinho, a BRS Clara tem uma característica vantajosa em relação as outras uvas cultivadas no Submédio do Vale do São Francisco: no período de chuva – primeiro semestre – não ocorre abortamento de flores e se já estiverem na fase de produção as bagas não racham e nem caem dos cachos já formados. Entretanto, apresenta uma desvantagem para opção de plantio comercial: as bagas possuem tamanho pequeno, menores que 18 milímetros (mm).

Segundo o assessor de comunicação da Embrapa Semi-árido, Marcelino Ribeiro, naquela unidade de pesquisas, duas pesquisadoras deram início aos estudos para aumentar este tamanho, explicando que as pesquisadoras Débora Costa Bastos e Francislene Angelotti começaram a avaliar diferentes doses de giberelina – um regulador de crescimento – com o objetivo de aumentar o diâmetro das bagas para acima de 18 mm que é o tamanho apropriado para comercialização em mercados mais competitivos, como o dos Estados Unidos e da União Européia.

Ribeiro lembrou que o Submédio do Vale do São Francisco é a principal região produtora e exportadora de uvas finas sem sementes do Brasil e que no primeiro semestre, quando ocorrem as chuvas, as produções das variedades mais cultivadas e comercializadas, como a Thompson Seedless e a Festival, ficam comprometidas devido ao rachamento, queda ou perda de qualidade dos frutos. “O cultivo da ‘BRS Clara’, que é também uma uva de coloração branca, não enfrenta esse problema. É uma característica que torna esta variedade uma alternativa de plantio no período de maior pluviosidade e umidade, afirma Débora, pesquisadora da Embrapa Semi-Árido”, relata Ribeiro, acrescentando que há outra característica importante relacionada ao manejo das plantas de ‘BRS Clara’ e à economia de custos. A produção de cachos ocorre no ramo principal, diferente da Thompson, Festival ou Crimson que acontece nos ramos secundários, também chamados de “netos”.

Outra explicação compartilhada por aquele assessor com Stúdio Rural é que a pesquisadora da Embrapa Semi-Árido explica que muitos dos tratos culturais que são necessários nessas variedades – manter maior área foliar, aplicação de maiores quantidades de defensivos e de adubos, maior emprego de mão-de-obra, por exemplo – são minimizados na manutenção do parreiral da ‘BRS Clara’. “Na propriedade onde as pesquisadoras realizam testes com diferentes dosagens de giberelina, há redução de custos em conseqüência das menores quantidades de insumos e de despesas na cultura. Segundo Débora, a redução de custos chega a alcançar valores que variam de 5 a 6 mil reais.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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