Extensionista diz que Cochonilha poderá arrasar economia regional

A Cochonilha poderá trazer resultados desastrosos e arrasar a economia de nossa região. A afirmativa é do diretor técnico da Emater Paraíba, Francisco Elias(ao centro), ao ser entrevistado pela equipe Stúdio Rural no mês de março de 2007, na cidade de Monteiro-PB, quando se discutiu as técnicas de convivência com a praga da Cochonilha e as formas de difusão desses conhecimentos até as famílias de agricultores espalhadas nas micra-regiões semi-áridas dos estados afetados.

Ao contatar com nossa equipe Stúdio Rural, Elias falou sobre as técnicas à serem trabalhadas pelos produtores rurais e sobre as estratégias que serão utilizadas pela extensão paraibana para envolver criadores e empreendedores rurais, lembrando que as ações têm que ser desenvolvidas o mais urgente possível já que a praga está causando grandes prejuízos no campo e levando pânico aos camponeses. “A nossa mensagem se traduz numa proposta de assistência e extensão rural que acabamos de apresentar hoje aqui em Monteiro para essa plenária e tem como objetivo principal contribuir de forma eficaz e permanente para que essa praga seja controlada e, como dissemos em nossa apresentação, é uma ação conjunta de diferentes instituições de governo, mas que depende, para seu êxito, da postura e da vontade dos produtores rurais com os quais nós queremos apoio e compreensão para controlar essa praga, porque do contrário estaremos muito oportunamente fazendo uma avaliação muito mais desastrosa para os criadores e, porque não dizer para o Estado da Paraíba e em conseqüência também para os estados vizinhos”, salientou o representante da extensão paraibana, lembrando que o trabalho terá que ter continuidade por parte de todas as entidades parceiras nas discussões.

Participante da ´II reunião para a integração das estratégias de manejo para a Cochonilha do Carmim nos Estados de Pernambuco e Paraíba’, Francisco Elias foi palestrante no evento, momento em que apresentou a proposta da Emater Paraíba em tema intitulado “Diretrizes para a transferência de tecnologia no estado da Paraíba e colocou a proposta da empresa para a comunidade presente e aos ouvintes do Esperança no Campo falou sobre as probabilidades de perdas em razão do ataque da praga. “É plenamente possível a perda de cultivos da palma. Já existem áreas definitivamente perdidas e irrecuperáveis e que por isto queremos chamar mais ainda a atenção dos agricultores e criadores que interpretem bem esta mensagem, esse quadro que nós estamos delineando se não houver controle, a praga erradica a cultura, desaparece a cultura, e aí eu devolvo uma pergunta aos ouvintes deste programa: sem a palma o que será de nossos pequenos, médios e grandes criadores? style=mso-spacerun: yes>   Pois é difícil conviver na época de estiagem sem esse suporte forrageiro, só tendo uma alternativa que é controlar a praga”, disse o extensionista.

Ele informou que as técnicas desenvolvidas pelas empresas de pesquisas e experiências de agricultores demonstram que não haverá impactos negativos ao meio ambiente pois consistem na utilização de biodegradáveis a base de detergente misturado a água numa proporção de um litro de detergente para cada 20 litro de água que deverá ser pulverizado ao plantio da palma atacada.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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