Famílias Agricultoras de Juazeirinho visitam unidade de beneficiamento de frutas em Pedra Lavrada
Famílias agricultoras do município de Juazeirinho realizaram visita de intercâmbio a unidade de beneficiamento de frutas da comunidade Canoa de Dentro, no município de Pedra Lavrada, em evento que aconteceu na última quarta-feira(15/02), numa ação do sindicato local dos trabalhadores rurais com apoio da ONG Patac e entidades do Coletivo Regional do Cariri, Seridó e Curimataú.
O grupo de mulheres, em Pedra Lavrada, trabalha o beneficiamento de frutas nativas da região a partir da elaboração de doces, geléias, polpas, sucos e outros produtos num trabalho que já se desenvolve pelo grupo de mulheres e que vem se intensificando a partir da inauguração da nova agroindústria familiar financiada pela Petrobrás.
As representações de Pedra Lavrada mostraram que o grupo já desenvolve o trabalho de beneficiamento e venda dos produtos para programas governamentais e se intensificou a partir da utilização dos novos equipamentos da casa de beneficiamento que teve inauguração no mês de setembro de 2011 com patrocínio da Petrobras via Programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania através do Projeto Água no semiárido.
A agricultora Bonalice Andrade de Manoel, residente na comunidade Pedra Dágua de Juazeirinho, participou do encontro e diz que aprendeu muitas coisas novas que serão úteis de serem utilizadas em Juazeirinho, diz que agora haverá melhor aproveitamento das frutas existentes na localidade. A experiência aqui está ótima, porque a gente aprende muita coisa aqui que a gente não tinha lá. A gente fazia de uma maneira que ficava muito difícil pra gente e aqui não, é tudo mais fácil. A maneira de coar, de selar, de encher que a gente estava enchendo sem copinho sem nada e também como passar o umbu já que a gente estava tirando o caroço do umbu na mão espremendo pra poder peneirar e depois passar no liquidificar pra poder selar. Era uma dificuldade dana, argumenta a agricultura afirmando que agora o trabalho continuará em Juazeirinho, porém de forma mais prática e rápida conforme o aprendido no intercâmbio realizado.
A agricultora Maria de Fátima Silva santos, também reside na comunidade Pedra Dágua de Juazeirinho, participou do intercâmbio e do Programa Domingo Rural, e disse que o encontro promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais daquele município na parceria com o Patac e entidades do Coletivo valeu e tem papel fundamentou para o fortalecimento das ações que já são desenvolvidos em comunidades do município caririzeiro e disse acreditar que o município conquistará apoio de empresas e ou governos na implantação de uma agroindústria semelhante já que o município conta com farta quantidade de umbu dentre outras frutíferas. style=mso-spacerun: yes> Ano a ano a gente vendia o umbu para o atravessador porque o atravessar lá é quem passa com três carros na semana, tanto na época do caju como na época do umbu e a gente fazia um doce do umbu, o doce da goiaba, o doce do mamão, do caju só que a gente só fazia pra nosso consumo. Agora já se faz pra entrega, graças á Deus, já faço do umbu, já faço do mamão, já faço de goiaba e já aumentou bastante porque a gente só fazia entrega pra Bodega e para o PAA, hoje já temos o PNAE que é um órgão da merenda escolar, explica a agricultora dizendo que a tendência é de aumento na quantidade de produtos beneficiados para entrega e abastecimento de diversos mercados já existentes na região.
Rozimere santos Oliveira Souto é agricultora na comunidade Canoa de Dentro de Pedra Lavrada, faz parte do Grupo de Mulheres beneficiadas com a nova unidade patrocinada pela Petrobras e diz o que foi repassado por ela e pelo grupo para as agricultoras e agricultores de Juazerinho assuntos relevantes para a continuação dos trabalhos que as caririzeiras já desenvolvem em suas comunidades. A gente tentou mostrar pra elas como a gente modificou, a gente faz quatro anos que trabalha no grupo de beneficiamento e a gente enfrentou muitas dificuldades de aprender como acontece hoje com elas para pegar os umbus e beneficiar porque tem todos os cuidados e aí muitas vezes a gente achava que estava fazendo certo e não estava, explica a agricultora que recepcionou o grupo de mulheres repassando diversos conhecimentos e garantiu que tudo só foi possível graças a um conjunto de aprendizados via intercâmbios realizados pelas entidades. A gente errou muito, a gente perdeu muita poupa que fermentava, sacolas estouravam porque a gente botava produtos demais e vendo eles chegarem aqui dizendo que queriam aprender com a gente a gente mitos o que a gente fez também, que a gente foi muitos intercâmbios.
Rogéria Campos de Morais é assessora do Coletivo Regional responsável para organização do mercado e garante o encontro é sempre importante porque outros grupos de agricultoras e agricultores passarão a produzir, aumentando, assim, a quantidade de produtos com qualidade pra alimentar a família e os mercados do Coletivo e região. O recado que eu deixo pra todos é que cada um, na sua região, procure valorizar o que você tem, seja o umbu, o caju, a goiaba, a acerola é o recado que deixo é que procure valorizar porque tem produto, tem onde comercializar, basta querer e ter força de vontade, explica aquela assessora em amplo diálogo direcionado ao público Domingo Rural morador de municípios e comunidades de estados diversos que compartilham a nossa informação.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




Enviando...
Deixe seu comentário