Famílias agricultoras do Cariri paraibano iniciam colheita do algodão orgânico safra 2018
Famílias agricultoras do município da Prata, Cariri Ocidental paraibano, estão iniciando a safra do algodão orgânico edição 2018.
São experiências no Assentamento Zé Marcolino e Assentamento Renascer dentre outras comunidades rurais que estão comemorando a experiência que é certificada pela Rede Borborema de Agroecologia de forma participativa pelos agricultores. “Nosso semiárido é bem diversos, e as chuvas dependendo de cada região acontece de forma diferente. O pessoal lá no Cariri paraibano já no mês de março ou final de fevereiro já plantava o algodão, e quem plantou nesta época é exatamente quem está fazendo a colheita, ou seja, aproveitaram as primeiras chuvas para plantar o algodão. E é diferente da região do Agreste, a região do Agreste começou praticamente há um mês atrás o plantio, ou seja, a colheita vai mais pra frente porque tem regimes de chuvas diferente”, explica o pesquisador da Embrapa Algodão e componente da Comissão Estadual de Produção Orgânica (CPOrg), Marenilson Batista da Silva acrescentando que o ano de 2018 ampliou a quantidade de plantadores e plantadoras de algodão na diversidade da agricultura familiar. “Alguém pode até pensar que é pouco, que é irrelevante, que não representa nada, mas no nosso entender representa muito pelo fato do Cariri começar a retomar a produção de algodão em sistema agroecológico e consórcios agroecológicos, pois no ano de 2017 tiveram três pessoas que plantaram algodão e colheram de forma certificada que é certificação participativa através da Rede Borborema de Agroecologia. No ano de 2018 nós temos 12 famílias agricultoras que já estão plantando e esse algodão é todo certificado também com essa certificação orgânica participativa”, explica Batista em contato direto com Stúdio Rural em diálogo que será trabalhado no Programa Domingo Rural e Programa Esperança no Campo do final de semana vindouro.
“Estou muito feliz em voltar a plantar algodão agora”, explica a agricultora Maria José de Lima Lindoso, Neinha, residente no Sítio Cachingó, município da Prata, dizendo que, pelos resultados apresentados, continuará plantando no próximo ano de forma ampliada. “Foi ótimo ter voltado essa atividade de novo para os agricultores, é mais uma ajuda”, explica evidenciando o papel da Embrapa e entidades parceiras que assessoram a agricultura local. “Marenilson é da Embrapa e está sempre lá com Maria Amália orientando a gente e sempre tirando as dúvidas também”.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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