Famílias no Pajeú aderem ao uso de fogão agroecológico como causa ambiental e superação da pobreza

Famílias agricultoras de municípios da região do Sertão do Pajeú pernambucano, estão inovando no uso do fogão agroecológico como forma de resistência e resiliência nestes tempos de pandemia do Coronavírus além de contribuir com a sustentabilidade do meio ambiente.

O trabalho desenvolvido para o uso da nova tecnologia é uma ação da Casa da Mulher do Nordeste e conforme a assessora de comunicação daquela entidade, Emanuela Marinho de Castro, experiências exitosas estão em plena execução a exemplo da agricultora Poliana Maria, moradora na comunidade Sítio Retiro, município de São José do Egito. Mãe de dois filhos, tanto ela, como sua irmã e sua mãe foram contempladas com a implantação do fogão agroecológico que contribui para com a renda da família e do grupo produtivo na comunidade. “Eu já estou fazendo a produção nele pra levar pra feira agrícola, como pamonha, doce, bolo de milho verde, de mandioca e de caco. Também utilizo em casa para cozinhar o almoço, o café, a janta. Só vi benefício com o fogão”, disse a agricultora em contato com aquela assessora explicando que o consumo de gás de cozinha reduziu também em decorrência do maior uso do fogão agroecológico. “Além disso, ela conta que a tecnologia também contribui para o meio ambiente”, explica Emanuela, relatando que para fazer o fogo as famílias usam restos de galhos secos, resto da caatinga morta, numa dinâmica de preservação da natureza.

Emanuela evidenciou, também, a experiência da agricultora Maria de Lourdes Nascimento(foto) que representa uma das 80 mulheres que são acompanhadas pela Casa da Mulher do Nordeste e foram beneficiadas com a tecnologia do fogão agroecológico, por meio do Projeto Mulheres Construindo Tecnologias e Gerando Renda no Sertão do Pajeú, com o apoio da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. “Esse fogão pra mim foi uma realização de um sonho. Ele diminuiu o tempo que eu gastava na cozinha fazendo comida e também o uso do gás de cozinha. Com galhos secos do quintal, o forno esquenta e a gente consegue assar tudo nele. Para mim é uma conquista ter esse fogão, sempre quis fazer, mas as condições não permitiam. E chegou a CMN para presentear a gente, e com certeza será útil para a minha produção”, relata a agricultora.

Marinho de Castro explicou que o Fogão agroecológico é uma tecnologia social desenvolvida e construída pela Casa da Mulher do Nordeste agregando elementos trazidos pelas mulheres beneficiadas e que todo o processo de desenvolvimento e implementação da tecnologia, acontece de forma participativa numa dinâmica de construção que se dá a partir de oficinas práticas que possibilitam a replicação da tecnologia.  “No Sertão do Pajeú, as oficinas foram realizadas em Afogados, São José do Egito, Ingazeira, Solidão, Tabira, Itapetim, Flores e Mirandiba”, explica Castro.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural / CMN

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