Fórum das Organizações se reúne em Campina Grande para discutir segurança e seca no meio rural paraibano

O Fórum das Organizações em Defesa da Agricultura Familiar e da Reforma Agrária se reuniram, em Campina Grande, com o objetivo de pensar um plano de ação sobre políticas de segurança pública no meio rural e ações emergenciais a serem trabalhadas pelos governos e sociedade diante do quadro de seca que se apresenta em todo o Estado da Paraíba.

Do encontro participaram representações da Central Única dos Trabalhadores(CUT), Coletivo Regional do Cariri, Seridó, Curimataú; CPT, Fetraf, MST, Sinter e Pólo Sindical da Borborema.

“É porque o ramo dos trabalhadores rurais e da agricultura familiar é um ramo muito importante no Estado da Paraíba com um potencial muito grande e, portanto, a CUT tem seu interesse a obrigação de estar junto nesse fórum que é específico da agricultura familiar somando todos os segmentos dos movimentos sociais, dos movimentos populares, movimento sindical, ONGs e outros e é muito importante que a CUT está junto para que possa fortalecer e ir pra luta e apoiar as lutas dos agricultores familiares de nosso estado já que a CUT representa 38 sindicatos dos trabalhadores rurais e para que os sindicatos realmente possam se somar a esse fórum e outros, nós estamos criando os pólos sindicais de trabalhadores rurais exatamente para que fortaleça essas reivindicações que estão sendo apresentadas ao governador na área da segurança rural, na área da seca”, explica o presidente da CUT, Luiz Silva, participante do encontro acontecido.

Esse é um encontro do Fórum da entidades que tem de se encontrar todos os meses para planejar, avaliar as ações e planejar as ações que venham para o futuro. Então por exemplo hoje nessa pauta que hoje está sendo discutido a questão de uma audiência com o governador, a possibilidade desse fórum ter uma audiência com o governador pra discutir a questão da agricultura familiar com algumas questões que está emperrando na agricultura familiar e dar andamento também a discussão da segurança pública no campo, tivemos aí no dia 20 de março fechamento em três pontos na estradas aqui da Paraíba, aqui em Lagoa Seca, em Queimadas e lá no Cariri próximo a Juazeirinho e nessas ocupações das estradas ficou acertado que teria uma audiência com o secretário da segurança pública pra discutir essa situação já com aquelas propostas que está naqueles convites que foi entregue ao povo e que já tinha pautas de propostas que a gente está querendo”, explica o componente do Pólo Sindical da Borborema e diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Nova, Manoel Antônio de Oliveira, Nequinho.

“Nós enquanto representantes dos agricultores não podemos estar omissos nem distantes das questões que estão atingindo diretamente os agricultores, hoje onde quer que se vá seja na cidade ou no campo não se discute outra coisa e não se comenta outra coisa se não a violência assustadora que está tanto no campo quanto na cidade e a gente entende que a gente não pode está fora dessas discussões, inclusive propondo e discutindo formas de contornar essa situação”, explica a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Juazeirinho e coordenadora do Coletivo Regional de Educação do Cariri, Seridó e Curimataú, Cláudia Luciana Cavalcante da Costa.

“Temos uma função a cumprir nesse fórum e a preocupação nossa não é só com a questão de ato policial, a violência ela passa por infra-estrutura nas propriedades, passa por saúde, passa por educação, passa por comunicação e passa também por uma ação de inteligência policial, é o conjunto dessas políticas numa perspectiva de geração de emprego, renda e inclusão social que vai garantir qualidade e a extensão rural também é parte dessas ações”, explica o presidente do SINTER, Sindicato dos Trabalhadores da Extensão Rural na Paraíba, Gilson Alves.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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