Governo pernambucano proibe entrada de frutas paraibanas naquele mercado

Uma praga devastadora da citricultura, popularmente conhecida como a Mosca-negra-dos-Citros, chegou ao Estado da Paraíba. Apesar do nome, a praga atinge mais de 300 espécies de plantas, como mangueiras, videiras, mamoeiros, bananeiras, cajueiros, abacateiros, plantas ornamentais, roseiras, entre outras.

A afirmativa é da assessora de comunicação da Secretaria de Agricultura de Pernambuco, Jaqueline Macedo, ao contatar com Domingo Rural, justificando que a mosca já está presente nos estados do Pará, Amazonas, Maranhão, Amapá, Tocantins, Goiás, São Paulo e recentemente na Paraíba e advertindo para o fato de que a praga provoca perdas que reduzem de 20 a 80% a frutificação, comprometendo toda a produção. “Para impedir a entrada dessa praga no Estado, a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco – Adagro publicou uma portaria proibindo a entrada de frutas de regiões que tenham a ocorrência da doença”, explica Macedo, acrescentando que emergencialmente o Governo do Estado, está investindo um milhão de reais em ações de prevenção a praga e que, na opinião do gestor de defesa e inspeção vegetal da Adagro, Aldo Lopes, todas as propriedades de fronteira entre os dois estados serão monitoradas e que haverá um aumento no número de barreiras móveis em todas as estradas que ligam a Paraíba a Pernambuco.

Ao contatar com a equipe do Stúdio Rural, produtora e apresentadora do Programa Domingo Rural, Macedo explicou que os frutos só poderão entrar no Estado de Pernambuco se vierem acompanhados da Permissão de Trânsito Vegetal – PTV acompanhados de declaração onde consta que os frutos foram submetidos a processo de seleção e encontram-se livres da praga, já com relação a plantas, mudas, folhas e partes de vegetais, além da PTV, só poderá entrar naquele estado aquelas que vierem de áreas sem ocorrência da mosca nos últimos seis meses.

Macedo lembrou que atualmente cerca de 15 municípios paraibanos já estão infestados pela praga, que até o momento os prejuízos são da ordem de R$ 280 mil reais, mas podem chegar a R$ 2,1 milhões de reais se a doença não for controlada e que mais de 1.800 produtores já foram prejudicados pela praga.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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