Grupos de interesses discutem entraves e perspectivas do Projeto Biodiesel da Borborema

Na última quarta-feira, dia 15 de setembro, aconteceu em Campina Grande, mais um encontro para continuar as discussões sobre a produção de culturas oleaginosas destinadas ao biodiesel. Desta vez foi o I Seminário de sensibilização e apoio ao programa do biodiesel, evento destinado para lideranças da região da Borborema.

Problemas e soluções foram discutidos durante o encontro que contou com a participação da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca do Estado da Paraíba, Emater, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Petrobrás, e associações de agricultores dentre outras buscando construir referências possíveis de viabilizar o processo de produção sustentável das culturas oleaginosas que se destinem ao programa biodiesel da Petrobrás, gerando trabalho e renda num processo de inclusão social na agricultura familiar.

O coordenador regional do Programa Biodiesel do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Secretaria da Agricultura Familiar, Estephan Goetrz, disse que trouxe informações esclarecedoras para as lideranças sobre como está andando o programa do biodiesel nas demais regiões do país associados aos números de evolução do programa em termos de produção de biodiesel no processo de inclusão da agricultura familiar no processo em todo o Brasil, falou sobre as leis, sobre os marcos regulatórios do programa buscando contextualizar a realidade da Borborema no programa como um todo.

José Carlos Gomes é coordenador regional da Petrobrás no programa, participou do evento e falou com nossa equipe sobre a realidade atual do programa, garantindo tratar-se de uma política que pensa o desenvolvimento com sustentabilidade numa parceria que envolve os governos e entidades locais na busca de expandir a oferta de trabalho e renda no campo da agricultura familiar e produtos renováveis ao mercado dos combustíveis. “Um dos grandes desafios que a Petrobrás tinha no Estado da Paraíba era pra está trazendo o Governo do Estado, a FETAG pra ser parceiros de fato junto ao MDA. Existia um acordo verbal junto ao Governo do Estado, hoje a secretaria de agricultura se propõe a colocar isso no papel e transformar isso em programa de estado, o secretário José Alves está participando com muita ênfase do programa e a gente acredita que as coisas esse ano aconteçam numa cronologia que atendam as necessidades da agricultura familiar, ou seja, semente há época correta apropriada tanto das culturas oleaginosas mamona e girassol como do milho e feijão no consórcio, além disso a forma de como está se pensando de planejamento na distribuição dos recursos e não mais do diesel para as prefeituras apoiando o preparo do solo, Evidente que algumas coisas precisam avançar, mas ao longo do ano na discussão que está em construção eu acredito que as forças que congregam a agricultura familiar, que acompanham politicamente da forma organizacional a agricultura familiar vão contribuir muito para esse crescimento do programa no estado”.

O secretário do desenvolvimento da agropecuária e da pesca do Estado da Paraíba, José Alves Nóbrega, informou que o Governo do Estado está cada vez mais forte na parceria de forma permanente na busca de ampliar os arranjos para que se possa alcançar o objetivo de atingir cerca de 6 a 8 mil hectares plantadas com oleaginosas no estado. “È programa importantíssimo, porque agrega mais dinheiro no bolso do pequeno produtor e pra gente, enquanto secretaria de agricultura, produção é tudo”, relata aquele secretário governamental, acrescentando que o Governo do Estado estará entrando com os valores necessários para o corte de terras relacionado aos combustíveis, sementes dentro do processo consorciado e parte da assistência técnica.

José Nilson Almeida, ao contatar com Domingo Rural, falou sobre o objetivo do encontro, que segundo ele, vem buscando criar novas parcerias e adesões de novos agricultores através do fortalecimento e sensibilização dos atores envolvidos no processo, lembrando que, mesmo diante das dificuldades enfrentadas nessa fase do programa, é preciso que todos os interessados devem se esforçar para fazer com que o programa chegue em seu ponto ótimo de produção e desenvolvimento.

O presidente do Fórum Paraibano de Apicultura e Meliponicultura, Ubiratan Escarião Pereira, participou do encontro falando sobre o papel a criação de abelhas consorciada na produção de oleaginosas a exemplo do girassol que proporciona a capacidade de produção de mel. “É importante essa reunião do biodiesel porque, como os próprios articuladores colocam, é uma atividade que vem complementar a renda do agricultor apicultor e eu entro exatamente na parte da apicultura porque é também uma parte complementar de renda e você somando o girassol com a apicultura produz um casamento perfeito porque há uma sincronia muito boa, uma vez que o girassol cresce em produtividade e a abelha também cresce em produtividade”, explica Escarião ao dialogar com os ouvintes da Rádio Serrana de Araruna, Rádio Cultura de São José do Egito e Rádio Independente do Cariri, reforçando que, desta forma, o agricultor de mais um produto de linha para fortalecer a diversidade na atividade camponesa.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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