Município de Amparo desenvolve projeto integrado com água doce e criação de peixe

O município de Amparo, no Cariri Ocidental paraibano, está desenvolvendo um projeto denominado “Programa Água Doce” com ações integradas a partir da dessalinização da água de um poço, o rejeito da água utilizado para criação de peixes através de tanques especiais e o excedente da água salgada é utilizada para o plantio da Atriplex(Erva-Sal) que é utilizada na alimentação de caprinos e ovinos das famílias agricultoras.

O projeto está em pleno funcionamento no Assentamento do Crédito Fundiário Fazenda Mata, município de Amparo, tem financiamento do Ministério do Meio Ambiente e Fundação Banco do Brasil em parceria com a Embrapa dentre outras, empreendimento que foi visitado pela equipe Stúdio Rural no último dia 18 de agosto, momento em que a Embrapa Semiárido fazia a entrega de peixes tilápia destinados ao criatório de engorda naquela comunidade.

O sistema de beneficiamento da água tem como referência abastecer as comunidades locais com água de qualidade num processo que se inicia com o poço tubular profundo que após captar a água é direcionada para um reservatório de água bruta que transporta para o dessalinizador que retira o excesso de sais e já transfere para um reservatório de água potável onde tem um chafariz de acesso ás comunidades.

Após o processo de qualificação da água salgada em água potável vem a utilização da solução salobra ou salina que é enviada para tanques de criação de peixes; após esse processo, a água salobra fertilizada e rica em matéria orgânica é aproveitada para a irrigação de erva-sal(atriplex) com teor de protéico de 14% a 18% que, por sua vez, é utilizada na produção de fenos destinados a alimentação do rebanho fechando o ciclo de produção ambientalmente sustentável.

Para o vice-presidente da Associação dos Agricultores do Sítio Caiçara, Fazenda Mata, Antônio Silva Araújo, o empreendimento é de fundamental importância para a comunidade local, mas também é referência de projeto sustentável que poderá ser organizado em outras comunidades pela região semiárida brasileira e garante que conquistar o empreendimento foi só uma questão de organização social e informou que o projeto tem capacidade para produção de 500 litros de água por hora.

O engenheiro de pesca e representante da Empasa, Celso Carlos Fernandes Duarte, ao dialogar o com Stúdio Rural, disse tratar-se de uma ação eficiente e sustentável já que as possibilidades de impactos ambientais são observadas pelos técnicos que buscaram alternativas que viabilizem a permanência das famílias no meio produtivo num processo de convivência com meio em que vivem. “Nada mais do que aliar o projeto de piscicultura nessa unidade demonstrativa de Amparo que é o tripé que é água potável que é o primeiro lugar já que o Assentamento tem que ter o privilégio de beber água pura de boa salinidade e depois é aproveitar aquilo que é rejeitado, para que não tenha um impacto negativo no meio ambiente e seja aproveitado em mais um cultivo e se viu que no segundo elo a piscicultura entraria de mão cheia porque a tilápia é altamente resistente a salinidade e esse rejeito dos poços salinos vai servir para cultivar a tilápia prá depois com a água bastante adubada ser utilizada na irrigação da atriplex, fechando o ciclo”.

O representante da Embrapa Algodão, Heleno Alves de Freitas, participou da entrega dos peixes vindos de Petrolina-PE para o criatório e disse que aquela empresa brasileira de pesquisas estará presente neste e em outros projetos produtivos. “A Embrapa é empresa nacional, é referência e, principalmente a Embrapa Semiárido, é referência em ações de convivência com a seca aqui no semiárido está trazendo juntamente com o Projeto Água Doce que é financiado por vários organismo federais no sentido de nessa comunidade ser um modelo para ser implantado várias estruturas dessas aqui na região do semiárido com aproveitamento integral”.

Já o diretor administrativo da Emater Paraíba, José Marinho de Lima, disse que para os que fazem a Emater Paraíba é um projeto de fundamental voltado ao desenvolvimento regional e garante que a extensão paraibana está se aparelhando para prestar um acompanhamento eficiente já que aquele Programa está em uma região de solos cristalinos e precisa servir de contribuição como adoção tecnológica para outras comunidades. “A finalidade desse programa denominado Programa Água Doce que é um programa do Ministério do Meio Ambiente, MMA, que aqui no Estado da Paraíba é coordenado pela AESA, Agência Executiva de Água do Estado da Paraíba, e tem a parceria da Emater e Empasa no componente produção, então minha área especifíca é irrigação estou no apoio nessa parte de irrigação da atriplex e o doutor Celso que é especialista na área de piscicultura, ele está aqui exatamente para apoiar os produtores beneficiários com esse programa na área específica de piscicultura”.

José Nogueira de Morais é presidente da Associação dos Agricultores do Sítio Caiçara, Fazenda Mata, e se disse emocionado com a nova realidade tecnológica ofertada á comunidade. “É um sonho que a gente aguardava já há alguns meses desde o início do Programa Água Doce que produz água de qualidade, água dessalinizada para todas as famílias da comunidade e em complemento também o criatório de peixes juntamente com a atriplex que absorve o rejeito da água dessalinizada”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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