Municípios promovem ações junto aos pecuaristas para o combate a febre aftosa

Combater a febre aftosa na busca de melhor status para o Estado da Paraíba é o objetivo de campanhas diferenciadas por municípios na microrregião do Cariri Oriental paraibano.

Em Barra de São Miguel a prefeitura está fazendo um trabalho estratégico para o combate da doença dentro da primeira campanha deste ano e, neste aspecto, está doando dez doses de vacina para todo criador daquele município e para aqueles com rebanho acima deste número a prefeitura vende a vacina a preço de custo e faz a aplicação.

Segundo o coordenador da campanha de vacinação naquele município, Manoel Gomes, Manoelzinho(foto), no ano passado o município só conseguiu vacinar 380 reses de um plantel de aproximadamente 3,5 mil animais e nesta primeira campanha do ano já foram contabilizados mais de 1,5 animais vacinados até o último dia 16. Ele informou que espera atingir em torno de 90% até o final deste mês de abril.

Já a prefeitura de Gurjão, sentindo a necessidade de atingir o índice na campanha maior do que o registrado em anos anteriores, está fornecendo aos agricultores pecuaristas com número até dez animais a vacinação de forma gratuita como forma de incentivar a participação destes criadores por entender que são pessoas com limitações financeiras, pouca inclusão no meio urbano por ter uma vida diretamente ligada a produção e que em muitos casos sofrem limitação para cumprir a campanha já que as embalagens constam de no mínimo dez doses da vacina.

Em contato com Stúdio Rural o secretário de agricultura daquele município, Cícero Romero Callou Bezerra, esclareceu que os criadores com maior número de animais são tidos como pessoas de melhor capacidade e em condições para fazer a vacinação que é obrigatória pelo Ministério da Agricultura. “Os dois fatores limitantes seriam, primeiro a compra da vacina já que muitos criam apenas quatro ou cinco animais, eles se recusam de comprar a vacina, enquanto que no mercado só tem o tubo de no mínimo dez doses pra ser ofertado e outro fator limitante seria o vacinador que se ele fosse comprar a vacina e pagar o vacinador com certeza a remuneração que ele tinha que pagar ao vacinador ficaria mais cara até do que a compra da vacina, tem a questão da acomodação da vacina, muitos deles não têm o conhecimento necessário e a vacina contra a febre aftosa é extremamente sensível e quando ela sai da farmácia poucos criadores tem conhecimento de como condicionar essa vacina de forma adequada porque se realmente ela não for condicionada como manda os fabricantes e os laboratórios ela pode não ter efeito para o animal e o produtor acha que vacinou o animal e esse animal termina não ficando imunizado”, esclarece Callou, acrescentando que na campanha do ano passado o município atingiu 65% de cobertura vacinal.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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