Organizações lançam plebiscito sobre anulação do leilão da Vale do Rio Doce

De 01 a 09 de setembro próximo acontece em todo país o Plebiscito Popular sobre a anulação do leilão que privatizou a Companhia Vale do Rio Doce, em 1997 durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Segundo a assessoria do evento, em Campina Grande as organizações envolvidas em sua realização estão preparando um grande ato de lançamento para dar início ao debate sobre a necessidade de uma consulta popular sobre o caso da venda da Vale em evento que acontece na próxima sexta-feira(1º de setembro), na Praça da Bandeira, às 10h contando com a participação de lideranças religiosas, políticos e representantes de diversas entidades sociais, com espaço destinado a distribuição de panfletos e apresentações culturais para chamar a atenção para o assunto. “Estão a frente desta mobilização: o grupo da dimensão sócio-transformadora da Diocese de Campina Grande, Movimentos Sociais, como Via Campesina, MST, Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Sindicatos, Associações, ONGs, Movimentos de Juventude, Estudantes e Professores”, justifica a assessora do comitê, Olímpia Figueiredo, acrescentando que estas entidades estão organizadas em Comitês Municipais espalhados pelo estado e um Estadual em João Pessoa, responsáveis pela organização do Plebiscito no Estado. Na primeira semana de setembro, por ocasião da semana da pátria, esses diversos segmentos estarão nas ruas, praças, escolas, igrejas, universidades, comunidade rurais, assentamentos, entre outros, com urnas de votação para que as pessoas opinem se querem a anulação do leilão da Companhia Vale do Rio Doce. Olímpia informou que o Plebiscito tem como objetivo levantar a opinião da população sobre aspectos relacionados com questões amplas e centrais do Brasil, mas também tem um papel educativo, já que visa discutir com amplos setores das classes populares, questões estratégicas para o país, e principalmente denunciar o esquema fraudulento de venda da Companhia Vale do Rio Doce e exigir do governo o controle da Companhia, já que o próprio presidente Lula, durante o segundo turno da campanha eleitoral, afirmou ter sido um “erro a privatização da vale”. “A privatização da Vale ainda está sob julgamento. Existe um total de 107 ações populares, mandatos de segurança, ações civis públicas questionando o leilão da Vale e que nesse momento, aguardam análise do Superior Tribunal de Justiça (STJ)”, esclarece.Figueiredo afirmou que o movimento social tem consciência de que o processo que vendeu a Vale por 3,3 bilhões, enquanto seu patrimônio era avaliado em 92 bilhões, é ilícito. “Uma das irregularidades é que o BRADESCO foi ao mesmo tempo avaliador e, de forma camuflada, comprador da Companhia sendo hoje o seu maior acionista, o que infringe a Lei das Licitações. A retomada, por parte do Estado, da Companhia – estratégica para o Brasil – é a questão central do plebiscito. Além da pergunta: A VRD deve continuar nas mãos do capital privado? A cédula de votação trará mais três perguntas: sobre a reforma da previdência, as tarifas de energia e a dívida interna e externa”, justificou ser a concepção dos movimentos sociais em todo o país.Para Campina Grande, informou, o Comitê Municipal prevê uma mobilização de diversas entidades, envolvidas nas atividades do Plebiscito, esclarecendo que a votação ocorrerá entre os dias 1º e 09 de setembro, em todo o país e deverá ter os resultados divulgados até o dia 20 de setembro.Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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