PATAC e entidades parceiras capacitam famílias agricultoras de São Vicente do Seridó contempladas no P1+2

O Patac, Programa de Aplicação de Tecnologias Apropriadas as Comunidades e as entidades do Coletivo Regional de Educação Solidária do Cariri, Seridó e Curimataú realizaram dois dias(17 e 18 de julho) de capacitação para famílias agricultoras do município de São Vicente do Seridó contempladas com a construção de cisternas calçadão, barragens subterrâneas, tanques de pedras e bambas populares usadas na retirada de água de poços e ou reservatórios já existentes na pequena propriedade das comunidades Jericó, Santa cruz, Pedra D’água do Martins e Santa Maria.

A exemplo das capacitações realizadas em outros municípios já trabalhados, no curso de formação denominado de GAPA, Gestão da Água e Produção de Alimentos, as famílias contempladas no projeto fizeram uma reflexão sobre a função e disfunção da água na propriedade e no corpo humano e animal, fazendo comparações sobre a importância da água em todas as fazes da vida do ser e do meio ambiente como um todo, evidenciando a forma de como a água entra e sai na propriedade e no corpo humano após cumprir a sua função e ao mesmo tempo estudaram sobre os problemas causados pela força das águas quando trabalhada de forma desordenada no meio ambiente.

Stúdio Rural acompanhou as atividades e conversou com o agricultor Edmilson Ferreira Pereira, que falou para os ouvintes das emissoras parceiras de Stúdio Rural sobre a importância do novo empreendimento financiado pelo Governo Federal com gestão do PATAC enquanto entidade gestora da tecnologia tida como um dos suportes estruturante de convivência com a região semiárida paraibana e brasileira. “Foi uma capacitação com muita sabedoria, a gente viu a participação do povo com muita honestidade, aquela humildade que a gente nota no homem do campo, mas com responsabilidade. Isso é muito importante nesse dia a dia que agente vive, se respeitando, querendo conhecer para viver uma vida melhor pra dar mais condições a sua família porque pra ter um trocadozinho no nosso semiárido precisa ter mais cuidado naquilo que a gente faz e um dos temas fortes trabalhados aqui foi como você conviver com a água e você sabe que a água é vida é tudo pra gente”.

A agricultora Josefa Marques da Silva, D. Jandira, disse que desde anos passados vem desenvolvendo atividades na busca da sustentabilidade na propriedade familiar e garante que muitas conquistas já são registradas a partir dos trabalhos que vêm sendo desenvolvidos com o apoio do PATAC e entidades do Coletivo e da ASA. “Se Deus quiser eu vou ver se prospero mais e mais porque o tamanho da cisterna calçadão dá pra eu prosperar várias plantas, não só o canteiro econômico, mas outras variedades de plantas a exemplo da pinha, acerola, tudo”, comemora Dona Jandira, afirmando que antes não sabia o que era plantar um canteiro e agora percebe a importância de ter culturas alimentícias plantadas próximo da residência para não ter que ser dependente do mercado que muitas vezes oferece alimentos perigosamente contaminados.

Ao ser entrevistado por nossa equipe o agricultor e presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Comunidade Santa Cruz, Luiz Matilde de Sousa, comentou a importância das ações que estão chegando na propriedade familiar, garantindo que participa das capacitações das entidades e que muitas ações estão sendo trabalhadas e serão somadas aos novos empreendimentos. “Antes as coisas eram difíceis porque a água ia-se embora todinha, todas as águas iam-se embora e as águas que os bichos bebiam só era água salgada, e hoje a gente tem a água de beber acumulada na cisterna e tem a água para os bichos beber também, hoje os bichos bebem água doce ao invés de beber a água salgada bebem água doce”, comemora o agricultor referindo-se ao resultado alcançado no processo organizativo com entidades e famílias agricultoras.

Danilo Rodrigues do Couto é animador de grupos no Coletivo e falou para os ouvintes sobre o trabalho que foi desenvolvido durante os dois dias de evento. “Foi assim muito importante porque a gente está trabalhando as questões das pessoas estarem vendo o que pode está contribuindo para melhorar a sua condição de vida nessa região, a gente tem como objetivo está mostrando para as pessoas para que elas entendam como é que é o caminho da água em sua propriedade, as funções que a água faz naquela propriedade e também as disfunções que existem e como eles estão aproveitando essas águas em suas propriedades”, relata Rodrigues do Couto, reafirmando a convicção do movimento de que não é apenas proporcionar uma obra ou equipamento na propriedade de forma isolada, mas desenvolver trabalhos continuados que passam pela reflexão educativa em torno da sustentabilidade.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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