Pecuaristas de Barra de Santana denunciam apropriação indébita de usina de leite por família política naquele município

Tido como um dos principais municípios produtores de leite bovino da região do Cariri Oriental paraibano, Barra de Santana conta com centenas de pecuaristas produtores de leite que receberam uma usina de leite com dinheiro do Governo do Estado da Paraíba e que, ao passar do tempo, estão fora do processo de beneficiamento já que a gestão saiu das mãos da associação dos produtores e iniciou uma gestão que não contempla os pecuaristas de todo aquele município.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Domingo Rural visitou diversos pecuaristas naquele município que falaram sobre a realidade crítica enfrentada pelos produtores já que o Governo do Estado da Paraíba ao encontrar irregularidades no junto ao Programa do Leite da Paraíba do governo estadual, descredenciou a empresa gestora da usina e em seguida a justiça, após constatar as irregularidades, deu ganho de causa para que o funcionamento se faça pelos produtores através da associação municipal da categoria.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Um dos produtores visitados por nossa equipe, pecuarista José Lacerda Barbosa, Zé Cazuza(foto), residente no Sítio Riachão, falou da importância que a usina poderia exercer junto aos produtores se estivesse na legalidade junto aos governos federal e estadual que passariam a ser importantes clientes ao comprar as linhas de produtos para programas como o do Leite, PAA, PNAE dentre outros. “É muito difícil produzir leite aqui devido a precariedade das terras. Não tem água, as terras são muito pedregada, é muito difícil produzir leite aqui. Aí essa fábrica era a nossa esperança, então está aí, está nas mãos dos políticos e ficou a gente que produz leite de fora”, explica Cazuza, afirmando que fez parte desde a fundação da usina e ao ser conquistado os recursos, a família do prefeito local tomou conta e excluiu os produtores até então associados.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Ao dialogar com os ouvintes do Programa Domingo Rural ele informou que os produtores do município ficaram de fora do empreendimento de recursos estatal e garante que a falta da retomada dos equipamentos públicos deixa os produtores em situação de decadência já que diversas ações poderiam colaborar o bom desenvolvimento da economia bovina daquele município.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>O novo secretário de agricultura daquele município, Maurílio Vieira, disse reconhecer que Barra de Santana é forte produtor de leite, diz que pouco sabe sobre essas dificuldades enfrentadas, inclusive com relação ao funcionamento da Usina Pública de Beneficiamento de leite daquele município. “Barra de Santana é um município que tem uma grande produção de leite, aquele que não tem um curral com 10, 15, 20 animais, mas que tenha um quintal, ele está criando sempre o seu animalzinho para tirar seu leite, produzir seu queijo”, explica o secretário justificando ser importante criar as condições no processo de agregação de valor do produzido e diz não saber como está sendo feito pelos produtores para ofertar os produtos lácteos para os programas governamentais. “É verdade que as informações saiam com precisão e se eu lhe informar com precisão eu estou mentindo para mim mesmo. Eu estou chegando na pasta agora, sobre a esse conhecimento eu não tenho conhecimento ainda quanto a essa pasta, vou tomar conhecimento, vou buscar a nível de sindicato, a nível de Emater para com os nossos parceiros e acredito que quem vai crescer não sou eu, quem vai crescer é o nosso município”.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Domingo Rural procurou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais que falou sobre a realidade enfrentada pelos produtores daquele município, explicando tratar-se de um benefício adquirido para servir aos pecuaristas do município no ano de 2005 numa aquisição de recursos junto ao Governo do Estado e que no ano de 2007 começou fornecer leite ao Programa Fome Zero, só que no ano de 2008 começou a se registrar desvio de uma cooperativa gestora denominada de Copasa o que fez com que houvesse o descredenciamento junto aos órgãos competentes do governo paraibano e governo federal. “Eles cresceram o olho, acharam que era deles, tiraram a associação de dentro da usina e ficaram como se fosse particular, privatizaram aquilo que é nosso, aquilo que é do povo e dos produtores do nosso município, nós não aceitamos isso que não foi bom para o povo isso que aconteceu, nós procuramos o Governo do Estado depois deles terem causado um dano muito grande com o desvio de quase R$ quatro milhões e meio junto com a outra usina junto ao programa do leite e ao Governo Federal, nós mostramos, a usina foi descredenciada e aí nós entramos através da associação dos produtores de leite, junto com o sindicato também junto ao Governo do Estado e a CINEP que foi o órgão que construiu e equipou aquela usina, pedimos que fosse reintegrado ao patrimônio do Estado(Clique e leia) e que fosse entregue de volta à associação dos produtores de leite para a qual foi construído”, explica Paulo, informando que foi dado entrada na 14ª Vara em João Pessoa no dia 23 de março de 2010 e já estão concluídos todos os trabalhos jurídicos, já estando a ordem de despejo há dois meses no Fórum da Comarca de Boqueirão sem que a sentença tenha sido cumprida em favor dos requerentes ganhadores o que tem causado profunda insatisfação a todos os beneficiários daquele município. “E há dois meses que essa ordem de despejo, esse precatório chegou no cartório de Boqueirão e de dois meses pra cá está parado esse processo lá no Fórum de Boqueirão e não por qual motivo até agora o Fórum, o juiz da comarca com o cartório não mandou executar a ordem de despejo que veio da comarca de João Pessoa para a comarca local”.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>“Nós temos em nosso município uma das maiores bacias leiteiras da Paraíba se não for a maior, nós aqui no município produzimos uma média de 45 a 50 mil litros de leite por dia, todo de pequenos produtores, nós não temos aqui nenhum produtor que produza de 500 litros, todos são pequenos produtores a excesso de quatro produtores o resto tudo são de pequenos produtores que se enquadram na agricultura familiar. Hoje se a usina for entregue aos produtores ela tem a capacidade de agregar 300 pequenos produtores aqui no arredor de Barra de Santana”, ilustra aquela liderança ao dialogar com a equipe Domingo Rural.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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