Pesquisa apresenta suplementação que engorda e valoriza carne de cabritos no semi-árido

A diversidade de plantas forrageiras nativas e exóticas utilizadas pelos rebanhos nas áreas secas do Nordeste não deixa dúvida acerca do potencial produtivo e econômico da pecuária na região. Na Embrapa Semi-Árido além do cultivo de algumas dessas espécies as pesquisas têm avançado para formular dietas que associam algumas delas a alimentos concentrados o que vem apresentando bons resultados de ganhos de peso nos animais avaliados.A informação foi repassada pelo assessor de comunicação daquela unidade de pesquisas dando contas que em recente estudo, os pesquisadores verificaram as vantagens de suplementar a alimentação de cabritos. “Submetidos a testes que duraram 60 dias, cabritos que receberam forragem conservada e alimento concentrado chegaram a engordar o equivalente a 3.3 quilogramas de carne ou quase R$ 20,00 (vinte reais), tendo em vista o preço médio do quilo desse produto comercializado nas cidades de Juazeiro-BA e Petrolina-PE: R$ 6,00 (seis reais)”, relata Marcelino, acrescentando que, além do retorno econômico, uma outra vantagem para os produtores que usam esse sistema é a redução no tempo de permanência do animal na propriedade permitindo uma maior disponibilidade de alimento para outras categorias de animais, é o que afirma o pesquisador José Nilton Moreira, da Embrapa Semi-Árido.Ribeiro informou que a falta de alimentos é um dos principais senão o principal problema enfrentado pelos criadores no semi-árido, em especial na época seca quando os animais perdem praticamente todo o peso adquirido na época chuvosa, lembrando que isto se agrava especialmente no caso das criações extensivas que tem como base da alimentação a vegetação da caatinga o que é o caso da grande maioria das pequenas propriedades da região.O estudo, segundo Ribeiro, foi realizado durante dois dos quatro meses em que ocorrem as chuvas no semi-árido, informando que um grupo de animais consumia exclusivamente a vegetação nativa e que os outros dois tinham na dieta misturas diferentes de forragens e concentrados: para um, o alimento diário continha 120 gramas de feno de maniçoba mais concentrado à base de milho ou sorgo (86%), farelo de soja (12%), sal mineral (1%) e cálcio calcítico (1%); o outro lote de cabritos foi posto a consumir 120 gramas de feno de leucena mais farelo de sorgo (91%), soja (7%) e as mesmas porções dos outros ingredientes. “Os caprinos escolhidos para avaliação no estudo tinham idade entre 45 e 60 dias, e peso médio de 9 quilogramas por animal”, relata.Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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