Pesquisadores africanos participam de visita técnica do algodão em Campina Grande

Uma comissão de 12 pesquisadores da África (Benin, Burkina Faso, Chade e Mali) estão participando de uma visita técnica na Embrapa Algodão Campina Grande com o objetivo de conhecer as pesquisas e experiências trabalhadas com algodão no Brasil no sistema do agronegócio do Cerrado com altas tecnologias, com altos custos e seus impactos e o sistema de trabalho desenvolvido na região semiárida com pouco uso de tecnologia trabalhadas com menor custo e menos impactos ao meio ambiente associado ao uso da mão de obra familiar.

Na segunda-feira(21) aconteceu a recepção pelas representações da Embrapa com apresentação das estratégias de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Embrapa; principais linhas de pesquisa desenvolvidas pelo programa de melhoramento de algodão; principais linhas de pesquisa desenvolvidas em fitopatologia além de uma visita ao laboratório de fitopatologia e de fibras e fios. “Os pesquisadores do Coton-4 que são os países: Burkina Faso,Benin, Chade, e Mali estão visitando o Brasil, já estiveram visitando o Congresso Brasileiro do Algodão em Foz do Iguaçu e estão essa semana visitando a Embrapa. Esse projeto foi criado porque o presidente Lula solicitou que a Embrapa juntamente com o Itamaraty fizesse um projeto pra disponibilizar algumas das tecnologias que a Embrapa possui pra produzir algodão e melhorar a produtividade nesses países porque o Brasil na rodada de Doha, então os Estados Unidos matem subsídios do algodão para os seus produtores e o Brasil entrou com uma ação junto a OMC pra quebrar esse protecionismo. Como cada país tem direito a um voto, embora Estados Unidos seja uma potência ele tem direito a um voto, então os países C-4 que são que eu já disse apoiaram o Brasil, então Lula, muito sabiamente, pra poder ajudar esses países que ajudaram o Brasil nessa negociação, está desenvolvendo e aplicando esse projeto”, explica o chefe adjunto de PD&I, Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e pesquisador da Embrapa, Carlos Alberto Domingues da Silva, ao contatar com Stúdio Rural.

Nesta terça-feira os pesquisadores estão conhecendo as principais linhas de pesquisas desenvolvidas em entomologia dentre outras e na parte da tarde conhecerão o trabalho desenvolvido pela Embrapa, em parceria com famílias agricultoras, no município de Juarez Távora.

Durante a quarta, quinta e sexta-feira eles conhecerão as linhas de pesquisas desenvolvidas pelo Centro Nacional de Pesquisas do Algodão com biotecnologias, manejo e fertilidade do solo, máquinas e implementos agrícolas desenvolvidos para o produtor com visitações em campos produtivos dentre outras ações. “A irmã África precisa muito das tecnologias desenvolvidas no Brasil, mas eles também têm muito a nos ensinar, principalmente no que diz respeito ao uso do solo na agricultura familiar, eles tem muita tecnologia voltada para esta questão, então nós trabalhando em conjunto no C-4 que é um projeto do Ministério das Relações Interiores junto com a Embrapa e a ABC que está com o objetivo de fazer essa colaboração técnica”, explica o pesquisador da Embrapa Algodão, Francisco José Correia Farias.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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