Presidente da COPAF fala sobre perspectivas da criação de aves caipiras na região Borborema

Objetivando trabalhar informações sobre a modalidade de criação de galinhas caipira na agricultura familiar da região do Brejo, Agreste e Curimataú paraibanos, coordenados pelas entidades parceiras Embrapa, Emater e COPAF, Cooperativa Paraibana de Avicultura e Agricultura Familiar, com sede na cidade de São Sebastião de Lagoa de Roça, a presidente daquela cooperativa, Maria Nazaré Santos Barbosa(foto), participou do Programa Esperança no Campo e Domingo Rural evidenciando detalhes da modalidade que já envolve centenas de agricultores familiares em regiões diversas do estado da Paraíba.

Em contato direto com nosso público ouvinte, dona Nazaré, como é conhecida em toda a região do Agreste/Brejo, informou que o trabalho vem sendo desenvolvido com um importante suporte do Projeto Cooperar numa perspectiva de que o projeto implante 200 aviários na região durante esse ano de 2015. “Essa ideia se deu a partir de um grupo de agricultores lá em 2004 diante da seca e da falta de forragem para o gado junto a donos de pequenas propriedades onde a Embrapa já tinha um estudo sobre isso e então neste estudo eles viram que essa região da gente é boa para cítricos e para a criação de aves, então a Emepa e a Embrapa desenvolveram esse projeto e alguns produtores começaram lá com 200 aves no ano de 2005, deste início teve duas pessoas: uma de Lagoa de Roça e outra de Esperança que a partir deste grupo eles multiplicaram. A gente fundou uma associação em 2005 e foi chegando pessoas que têm pequenas propriedades de terra já que aqui o latifundiário tem quatro hectares, pouca água e é uma atividade que você pode criar 5 mil galinhas em um hectare de terra. Então isso foi crescendo, foi se multiplicando e a gente sentiu a necessidade de comercializar, então tivemos que transformar a associação numa cooperativa e depois veio a necessidade de certificar os produtos, certificamos os ovos e agora estamos certificando os frangos pra poder botar além do comércio institucional onde a gente pretende conquistar todo um mercado privado”.
Em contato com nosso público ouvinte, aquela liderança explicou que atualmente o grupo já se compõe de 128 produtores que trabalham três aviários com cerca de 400 aves cada, numa dinâmica de retirada do produto para o mercado mensalmente. “Mas nós temos mais de 10 associações dos municípios vizinhos que estão também agregados à cooperativa e estão se agregando aos poucos para a gente botar esse produto no mercado e esse mercado é que vai responder a gente o quanto é que a gente vai ter que produzir”, explica Nazaré.

Ela acrescentou que a cooperativa ainda faz o abate na cidade de Monteiro, no Cariri Oriental, por falta da liberação de um documento por parte do laboratório e garante que em breve todo o processo estará em perfeito funcionamento de abate e distribuição da linha de produtos. “A gente está dependendo somente da análise físico-química da carne, porque é uma exigência da Sedap e quem faz isso são as universidades rurais de veterinárias que estão todas em greve”, explica dizendo que com a liberação será proporcionado muito melhor qualidade de vida para muitas famílias nas diversas microrregiões do estado. “Vai melhorar muito porque a avicultura, para o pequeno agricultor, é um projeto altamente viável, 100% viável porque não é sazonal, ele consome pouca água, ele independe de muita mão de obra onde os próprios filhos, a esposa pode cuidar, então é uma atividade muita boa para o pequeno produtor”, explica garantindo que a avicultura vem causando positivos impactos na agricultura regional já que vem sendo um diversificador cultural. “Ele é avicultura dentro da agricultura familiar para a melhoria de renda do produtor, até porque eles precisam produzir porque esse frango vai precisar do resto das verduras, do resto da fruta, do resto de tudo que é produzido e que faz parte da alimentação deles”.
Nilson Dantas de Azevedo participou do evento e do Programa Domingo Rural e Esperança no Campo dizendo ser um dos a viver experiência na criação com resultados satisfatórios, tendo como local de produção o município de Pocinhos numa dinâmica de trabalho agregada a cooperativa e garante que a tendência é de ampliação produtiva e quantitativa de famílias envolvidas no processo. “Esse Dia de Campo foi muito importante, muito grandioso por mostrar informações para que o agricultor tenha uma noção do que é a avicultura na agricultura familiar, temos uma avicultura familiar que vem trazendo bons resultados no nosso município Pocinhos, através de nossa associação onde começamos a trabalhar e quando fundamos nossa associação nós tínhamos 28 sócios, e as coisas eram mais difíceis porque não tínhamos essa noção de cooperativismo já que não éramos agregados aqui na cooperativa, mas eu e mais cinco parceiros começamos a nos engajar e hoje somos cooperados da associação na cooperativa e estamos no intuito de fortalecer a agricultura familiar e a importância disso é que o primeiro passo é para os nossos jovens que vão estudar lá na escola, mas tem uma atividade no campo dentro da agricultura familiar, quer dizer que ele vai ter uma renda lá no campo e não vai mais para a cidade tirar um emprego do morador da cidade e acima de tudo tem seu meio de vida”, comemora ao dialogar com o público Queimadas FM e Serrana de Araruna AM 590 kHz.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural
Fonte: Rafael Tavares

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