Presidente do STR de Pilões enaltece ações do federal e critica governos locais

Trabalhar as ações e políticas públicas no território da cidadania é uma das estratégias do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pilões, Brejo da Paraíba, como forma de conquistar ações estruturantes para o desenvolvimento do município em sintonia com os diversos municípios do Território da Cidadania Borborema.

O presidente daquele sindicato, Ariosmar Cândido da Cruz(foto), ao conversar com os ouvintes do Programa Universo Rural falou sobre o trabalho que o sindicato está fazendo nas questões previdenciárias que facilitam a vida das famílias na hora de se aposentar ou buscar um auxílio-doença, sobre investimentos e capacitações junto aos agricultores com cursos, sobre o conselho municipal de desenvolvimento rural que está desativado em Pilões, diz que o governo do estado ainda não falou para que veio e falta construir diálogo com as entidades citando como exemplo o Detran que está causando prejuízo no forma de atendimento dos usuários dos serviços, diz que a SEDAP falta muito para com o município, diz que os programas sociais não acontecem naquele município, diz que a Emater está quebrada não prestando assistência técnica adequada e eficiente, diz que a segurança está um caos com muita violência no campo sem que haja uma ação do governo do estado naquele município e garante que o sindicato está na luta e espera que a FETAG fortaleça a luta com fortes cobranças dos governos com políticas eficientes de permanência das famílias agricultoras no campo.

Ariosmar faz um balanço dos trabalhos no município de Pilões e garante que o STR está nas discussões territoriais. “Nós estamos inseridos hoje dentro do movimento do Território da Cidadania, inclusive o sindicato de Pilões está trabalhando um projeto que se chama Ponto de Cultura, foi um projeto via um projeto lançado pelo governo do estado, do governo anterior, e o território da cidadania da Borborema organizou os sindicatos através dos editais e nós fomos contemplados com esse projeto no valor de R$ 160 mil reais pra gente trabalhar, durante três anos, a cultura do município de Pilões com R$ 60 mil pra cada ano e nós já estamos no segundo ano do projeto, vamos para o terceiro ano e estamos trabalhando a cultura, então é importante que a gente se insira nessas políticas regionais, que a gente não fique só, inseridos nessa política local dos municípios, mas que a gente participe de todos essa programática de ações, de planejamento dos movimentos, também junto as secretarias e ações de governos, para que a gente possa aplicar essas parcerias e projetos e levar para os municípios”.

Ari criticou o governo do estado e órgãos compostos a exemplo do Detran, Sedap e Emater que ele disse não saber para que veio na dinâmica administrativa. “Deixa muito há desejar a política do governo do estado, eu não vejo nenhuma ação do governo do estado, nenhuma ação da secretaria de agricultura do estado no meu município, eu não sei nos outros municípios vizinhos, mas não existe, por isso que digo que é preciso que o governo do estado busque dialogar com os movimentos sociais, busque dialogar também com os órgãos representativos de classe, principalmente o sindicato de trabalhadores rurais porque você sabe que o sindicato não é só em Pilões, mas em todos os municípios ele representa a maior população de seus municípios, porque você sabe que em todos os municípios do interior a população maior é a de agricultores”, explica ao dialogar com nossos ouvintes 1180 kHz e garante que tem muita propaganda e poucas ações consistentes no maio rural. “Fica muito a desejar e a gente pede, a gente solicita que o governo abra um canal de discussão, abra um canal de diálogo também com os movimentos sociais, com os sindicatos, porque parece-me que existe muita mídia, existe muita propaganda, mas de fato na prática a gente não vê nenhuma ação, principalmente no meu município da secretaria do estado da agricultura”.

Ele garante que a Emater está longe de fazer um trabalho consistente da assistência técnica. “Nós não temos mais aquele Emater hoje que sai e faz aquela visita ao homem do campo, que reúne as comunidades rurais da agricultura familiar pra discutir as ações, a Emater hoje, não só de Pilões, acho que de todos os municípios hoje são técnicos de birô, o agricultor tem que se dirigir a Emater, os técnicos não vão mais a zona rural, não entram mais nas comunidades pra discutir a produção, pra discutir como se trabalhar a questão do solo que você sabe que temos vários tipos de solo e pra cada tipo de solo e pra tipo de solo é preciso que se tenha uma forma de se trabalhar esse solo”.

A questão previdenciária é outro ponto citando como essencial na luta organizativa daquele sindicato, segundo o próprio presidente explicou. “A questão previdenciária é uma questão que nós nuca vamos deixar de atuar, é uma questão problemática porque é preciso que a previdência ela tem vários processos, ela tem a rural, ela tem a urbana, ela tem a pessoa que paga de forma autônoma e então a previdência rural é aquela que a gente atua, aquela que a gente trabalha e muitas vezes os agricultores e trabalhadores Rurais não se organizam, por mais que a gente informe, que a gente mostre a realidade de que o agricultor tem que se organizar porque não é preciso eu dizer todo o tempo que sou agricultor, mas é preciso que eu me documente, que eu guarde a minha nota do feijão que eu compro, seu eu compro um inseticida eu tenho que guardar aquela nota, se eu compro uma enxada ou uma foice eu tenho que guardar aquela nota porque o INSS exige que o agricultor tenha 15 anos de contribuição”, explica.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Universo Rural

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