Primeiras dissertações de mestrado em agroecologia serão defendidas em universidade paulista

Em junho e julho deste ano serão defendidas as duas primeiras dissertações de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Rural (PPGADR) da Universidade Federal de São Carlos (UFscar) e Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, nas salas de aula do Centro de  Ciências Agrárias (CCA) da UFscar.

Segundo a assessora de comunicação da Embrapa Meio Ambiente, Cristina Tordin, em 26 de junho, Gabriela Narezi apresenta o trabalho “Transição agroecológica no Assentamento Rural Fazenda Pirituba – percepções, práticas e perspectivas”, acrescentando que a estudante coletou dados a partir de levantamentos históricos, bibliográficos e de pesquisa, além de fontes de evidência no âmbito do assentamento rural, seus atores sociais e institucionais e políticas públicas envolvidas. “Também foram identificados e analisados os projetos de experimentação agroecológica, respectivos indicadores de sustentabilidade, grupos de famílias assentadas envolvidas e uma conclusão acerca da percepção destes a respeito da problemática ambiental e da transição agroecológica”, justifica Tordin.

A jornalista informou que no próximo dia 04 de julho será a defesa de Carolina Delgado de Carvalho, com a dissertação “Análise qualitativa de um projeto com uma família de agricultores no Assentamento Rural Fazenda Pirituba II”, explicando que o trabalho procura romper com a relação de poder da metodologia científica convencional na qual o pesquisador é quem sabe e o pesquisado é o objeto a ser analisado. “Para isso, escuta uma família de agricultores participantes do projeto desenvolvido pela Incubadora Regional de Cooperativas Populares”, relata, complementando que o trabalho analisou o processo de transição agroecológica dessa família, com técnicas de observação participante, estudo de caso e história oral de vida.

Tordin informou ainda que a estudante concluiu que financiamentos mais longos e projetos que articulem ações de organizações governamentais, não-governamentais e agricultores, vinculados a uma política pública eficiente de extensão rural agroecológica podem contribuir para a geração de processos sustentáveis e autônomos nas comunidades.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural
Foto   : Carolina Delgado de Carvalho

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