Produção do arroz orgânico em municípios do semiárido é destaque no Domingo Rural

A produção do arroz orgânico vem se destacando num conjunto de municípios do Sertão de Sergipe a partir de ações organizadas por entidades e famílias agricultoras do Movimento dos Pequenos Agricultores residentes na Região do Baixo São Francisco sergipano.

O tema foi evidenciado no Programa Domingo Rural a partir de entrevista com o mobilizador social e extensionista rural do MPA Caritas, Mauro Luiz Cibulski, ao dialogar com o público ouvinte da Rádio Serrana de Araruna e Rádio Stúdio Rural explicando a cultura que passa a fazer parte da diversidade da agricultura familiar nas comunidades de Soldeiro, em Neópolis, Ponta de Areia, em Pacatuba, e Serrão e Bongue, em Ilha das Flores, todas na Região do Baixo São Francisco de Sergipe. “Aqui no Baixo São Francisco estamos com cinco a seis municípios com a produção do arroz com aproximadamente 1500 produtores com seus hectares banhados pelas águas do velho chico e nós dos movimentos sociais MPA e Caritas iniciamos, em 2016, uma produção agroecológica tendo como princípio a produção de alimentos saudáveis, aqui no vale do São Francisco o arroz produz muito bem, em alguns lugares mais de uma safra por ano”, explica aquela liderança detalhando o trabalho que vem sendo feito junto as famílias no sentido de que a produção se intensifique sem a utilização de transgênicos e produtos venenosos que impactariam nas águas do grande rio. “A nossa grande preocupação é com a saúde dos produtores, é de quem consome o arroz e também com a polução do rio São Francisco porque, de uma certa forma, como é um sistema irrigado e a água retorna da lavoura para o rio, prejudica todo o meio ambiente na região já que essa região é riquíssima em manguezais e muito utilizada para consumo humano em boa parte do Estado de Sergipe e Alagoas também e a gente propôs esse modelo”, explica Mauro em contato com nosso público na Paraíba, Rio Grande do Norte, dentre outros.

Aquela liderança explicou que em 2019 as famílias colheram mais de 150 toneladas do produto que já vem sendo comercializado em programas e mercados especiais. “A questão do modelo é uma questão de decisão política, das organizações de quem produz, e o que precisa ser feito é que tenha incentivos por parte do estado e dos governantes para que as tecnologias sociais, para que o modelo agroecológico seja sustentável”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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