Produtor afirma que vender leite ao governo dá prejuízo e saída é procurar mercado formal
O produtor de leite no Estado da Paraíba está procurando vender seu produto no mercado formal ao invés de abastecer o Programa Leite da Paraíba em razão dos preços baixos pagos pelo governo federal e estadual, o que vem preocupando os próprios produtores que têm no programa governamental uma alternativa a mais de venda de seus produtos e aos consumidores que em sua grande maioria dependem dos produtos lácteos para alimentar a família ou mesmo os programas sociais que recebem os produtos diariamente.
O fato de não ter tido reajuste do leite desde a sua criação em 2003 tem feito com que os produtores procurem vender a produção a outros programas que não sejam o do governo que além de pagar menos pelo litro de leite, remunerando somente após os 15 dias, enquanto o mercado formal está pagando com R$ 5 centavos a mais e remunerando com apenas 07 dias.
Após entrevistar lideranças diversas, Stúdio Rural entrevistou o agricultor familiar e pecuarista, Antônio Pereira(foto), residente na comunidade Campo de Emas, município de Caturité, bacia leiteira do Cariri paraibano. Pereira garante que a bons tempos os produtores vêm reclamando sem que soluções sejam tomadas, o que tem feito que eles procurem vender seus produtos a clientes que remunerem dentro de uma relação de economia viável. Está acontecendo, o leite do comércio hoje aqui já está pagando a R$ 0,75 centavos e o leite do governo é R$ 0,70. Pode ficar sem leite a qualquer hora porque já houve encontro dos fornecedores, mas a maioria não quis tirar ainda porque acha que vai fazer as coisas render, mas não é tirar, é paralisar e chamar o governo junto á gente porque nós somos fornecedores e o fornecedor sofre para fornecer o leite. O governo exigiu para a gente fazer ordenha lavando as mãos ao tirar o leite, lavar os peitos das vacas, não deixar os bezerros mamar junto com as vacas que é pra não ficar a saliva do bezerro e tudo isso nós fizemos, gastamos dinheiro pra fazer e aonde nós chegamos então é exigir uma parte do governo que é pra o governo dar uma ajudinha a gente também, comenta o agricultor ao dialogar com Stúdio Rural.
Os produtores fornecedores queixam-se que de 2003 para cá não tem um só produto que não tenha recebido aumento a exemplo da ração que está cada vez mais cara e todos os produtos que estão diretamente ligados a produção têm sofrido constantes aumentos e, somente o preço do litro de leite não teve nenhum aumento durante estes anos fazendo com que os produtores procurem vender seus produtos a outros compradores que não ao governo a exemplo de doceiras, queijeiras, usinas e programas particulares. No início do plano do governo foi mito bom porque a ração estava alta, nós vendíamos o leite de R$ 0,70 centavos mas a diária do trabalhador era R$ 10,00 reais o saco de torta por R$ 20,00 reais, nós vendíamos um litro de leite e comprava um quilo de ração, hoje a gente vende um litro de leite e não compra mais um quilo de ração, vamos vender quase dois litros de leite para comprar o mesmo quilo de ração, aí para o criador é complicado, afirma o criador fornecedor.
Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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