Produtores de alho de Ribeira e parceiras se reúnem para discutir ações na safra 2010

Produtores de alho de Ribeira de Cabaceiras, Cariri Oriental parainano, estiveram se reunindo na tarde desta terça-feira(09/03) para discutir a produção da safra 2009 e ao mesmo tempo planejar ações para a safra da cultura neste ano de 2010.

Durante o encontro que contou com a participação de agricultores, da direção da ARPA, Associação Ribeirense dos Produtores de Alho, do Banco do Nordeste, da Coopagel, Projeto Dom Helder Camara, da Universidade Federal de Campina Grande e do Parque Tecnológico da UFCG, foi feito um balanço sobre a safra do ano passado, planejando as ações no processo de agregação de valor ao produto e estratégias de como colocar no mercado o produto que será transformado em forma de pasta de alho.

A UFCG que em 2009 realizou diversas ações para o fortalecimento da cultura a exemplo de doação do alho semente para o plantio daquela safra, cursos, capacitações dentre outras, se comprometeu em desenvolver style=mso-spacerun: yes>  ações para o fortalecimento dessa safra agrícola.

Para o produtor rural Almir Bezerra Nilo, as entidades parceiras têm tido importante papel no processo de soerguimento da cultura do alho que no passado já teve importância ímpar na economia daquela comunidade, citando como exemplo a UFCG- PaqtecPB que tem dado contribuições importantes para o fortalecimento no processo da retomada da cultura e garante que a safra de 2009 foi ano de relativa boa produção.

O presidente da ARPA, Associação Ribeirense dos Produtores de Alho, Carlos José Duarte Pereira, falou sobre o objetivo da reunião justificando que foi montada uma agenda que dará continuidade ao projeto que é tido como uma ação seqüenciada ao longo de cinco anos na busca da retomada da produção e agregação de valor ao produzido, dando mais condições e qualidade de vida para as famílias agricultoras daquela comunidade. “A gente está fazendo um planejamento total para que possamos obter êxitos nesse ano. Nós iniciamos em 2005 da estaca zero, já temos muita coisa feita, falta a organização da comunidade que estará levando a frente e tudo isso a gente não fez em um curto espaço de tempo”, comenta Duarte.

O agente de desenvolvimento do Banco do Nordeste, agência Campina Grande, Roberto Carlos, informou que aquela agência vem acompanhando de perto todas as ações desenvolvidas na comunidade desde a produção agrícola ao artesanato e garante que o Banco tem papel importante no sentido de dar condições para que se gere trabalho e renda na atividade diversificada da comunidade. “Primeiro nós somos um Banco de desenvolvimento, então nossa obrigação não só de repassar recursos, mas de investir em projetos que tragam melhoria da qualidade de vida das populações onde essas pessoas estão inseridas e não é diferente aqui na Ribeira que tem todo um histórico não só do alho, mas do próprio couro que é reconhecido nacionalmente hoje. Então quando nós entramos nesse projeto com várias outras parceiras a exemplo da Universidade, do PEASA, foi porque nós acreditávamos que havia possibilidades de recuperação de uma cultura que já foi pujante aqui na região, que já trouxe riquezas, já trouxe renda, que foi referência na região, então foi por isso que nós ingressamos nesse projeto e continuamos acompanhando porque a gente acredita, apesar das dificuldades que estamos vivenciando atualmente por uma série de questões a exemplo da questão da própria água, a questão dos equipamentos que precisam ser redimensionados pra essa cultura, mas que se mostra ainda uma cultura rentável. É preciso ainda melhorar a organização e isso vem sendo debatido com a própria associação em conjunto com a Universidade, com PEASA e outros órgãos e é por isso que o Banco do Nordeste está aqui, porque ele acredita no nordestino”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural 

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