Professor da UFCG discute políticas públicas, territórios rurais e da cidadania no fortalecimento da agricultura familiar

Falar sobre o papel do processo de organização do rural brasileiro a partir da instalação dos territórios de desenvolvimento rural e territórios da cidadania a partir dos anos 2003/04 foi tema trabalhado pelo professor pesquisador da UFCG, Universidade Federal de Campina Grande, Márcio Caniello, no Programa Notícias Agrícolas e Programa Domingo Rural deste final de semana.

Durante entrevista, Caniello falou sobre o conjunto dos esforços de representações sociais, pesquisadores, universidades e órgãos parceiros para o processo de elaboração de projetos que foram adotados pelo Governo Lula e Dilma a partir de articulações de entes do governo federal, estaduais e municipais associados aos setores da sociedade civil como sindicatos, federações, confederações, associações do campo e cidade dentre outras.

Aquele educador explicou que a ideia desses consórcios territoriais teve ampla discussão a partir dos anos 2000 via ações e mobilizações da sociedade civil e setores organizados diversos em articulações que foram avançando e passando para um maior envolvimento da diversidade de entidades. “No Brasil isso se iniciou a partir do Projeto Dom Helder Câmara, no início do ano 2000, quando fez um convênio com o FIDA da ONU para que se identificasse no Brasil territórios rurais onde se pudesse aplicar esse tipo de metodologia, inclusive eu fiz parte como pesquisador da identificação do território do Cariri na época e a partir daí com o Lula eleito presidente da República, melhor e maior presidente da república que esse país já conheceu na sua história, Lula decidiu focou no desenvolvimento sustentável social e econômico do Brasil”, explica Caniello dizendo que a partir daí recursos foram ofertados pelo governo em contrapartida com governos estaduais, municipais e entidades da sociedade civil organizada, representando avanços nas ações estruturantes da agricultura familiar e da vida camponesa em todo o país.

Para Caniello, políticas como ações estruturadoras das unidades rurais produtivas, ações estruturantes no processo de extensão rural, dentre outras, foram definitivas para a capacidade produtiva das famílias agricultoras assegurarem segurança alimentar e capacidade de ofertar produtos alimentícios excedentes para programas governamentais como PAA e PNAE que, por sua vez, fortaleciam instituições e setores sociais vulneráveis e as instituições educativas com produtos locais limpos e fazendo circular produtos e recursos econômicos em mercados locais. “Então esses territórios foram criados colegiados ou fóruns que eram assembleias que reuniam representantes estaduais, municipais, federal e pessoas da sociedade civil, agricultores e agricultoras familiares e suas organizações. A partir dessa construção o objetivo primeiro era elaborar planos de desenvolvimento territorial ouvindo atores e atrizes que fazem o desenvolvimento concretamente”, explica Caniello na primeira parte do amplo diálogo.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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1 Comentário

  1. Kacio Rogério de Araujo -  8 de março de 2022 - 10:33

    Esse Professor é extremamente preparado. Além disso, é uma figura muito comprometida com as questões do meio rural, da agricultura familiar, reforma agrária, justiça social e democracia no campo. Sinceramente, seria bom demais para o homem do campo, o meio rurral, a cidade e o campo, bem como o Estado da Paraíba e o Brasil tê-lo como representante político defendendo um Brasil melhor e mais solidário, e a reconstrução de um governo popular. Parabéns ao Professor Márcio Caniello pelo instrumento de luta que ele se tornou em defesa do homem do campo, do estudante, trabalhador, etc.

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