Projeto no Coletivo contempla mais 21 famílias com cisternas calçadão e barragens subterrâneas
Entidades do Coletivo Regional do Cariri, Seridó e Curimataú assessoradas pela ONG Patac, realizaram uma capacitação sobre gerenciamento de recursos hídricos para mais 21 famílias agricultoras do município de São Vicente do Seridó contempladas com cisternas calçadão e Barragens subterrâneas.
A capacitação aconteceu durante a última terça-feira e quarta-feira(07 e 08) na comunidade Vaca dos Frades e contou com exposição de tecnologias e visitas de intercâmbios em unidades já beneficiadas com cisternas calçadão na comunidade Santa cruz daquele município, numa dinâmica de diversificação de práticas culturais.
O projeto faz parte de uma das etapas do processo de mobilização do P1+2, Projeto Uma Terra e Duas Águas que tem financiamento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome(MDS) com gestão de recursos e assessoria da ONG Patac em parceria com as entidades do Coletivo e está beneficiando 17 famílias com cisternas de placas com capacidade para 52 mil litros de água e 4 famílias contempladas com barragens subterrâneas.
Acompanhando as atividades, Stúdio Rural entrevistou famílias e lideranças falando sobre o processo desenvolvido e em desenvolvimento já que entrevistou agricultoras já beneficiadas com os equipamentos e estão no processo de produção agrícola no arredores de casa e ao mesmo tempo entrevistou componentes que estão contempladas na nova etapa.
Durante o processo de capacitação as famílias se dirigiram à unidade produtiva da agricultora Josefa Marques da Silva, Jandira, que desde o início de 2010 está produzindo alimento para a alimentação da família e venda para vizinhos e mercados locais. Eu mostrei aquilo que eu convivo, aquilo que ajuda minha família, aquilo que ajuda meus vizinhos e me ajuda em tudo, então eu fico satisfeita em ter ela pra me ajudar, porque se não fosse ela(cisterna) eu teria que comprar verduras de oito em oito dias e isso não é brincadeira, explica a agricultora dizendo que a cisterna calçadão permitiu ter uma linha ampla de frutas, verduras e pequenos animais.
Da unidade da agricultora Jandira, as famílias foram visitar a unidade produtiva da agricultora Jacinta de Fátima Souto Silva, residente na mesma comunidade que teve a construção da cisterna calçadão concluída no início do primeiro semestre de 2012. O equipamento já proporciona vantagens para a família da agricultora que falou aos visitantes sobre as dificuldades antes de ter a cisterna de placas do P1+C e mais recente com a chegada da Cisterna Calçadão. Antes era uma tristeza, aqui não tinha um barreiro, não tinha uma barragem, não tinha nada, carregava água de fora num jumento e era um sofrimento grande, explica a agricultora ao dialogar com Stúdio Rural.
Vanésia Medeiros Lopes Nascimento, é agricultora residente no Sítio Queimadas, está contemplada com uma cisterna calçadão, participou da capacitação e, ao conversar com Stúdio Rural, falou do aprendizado adquirido nos dois dias de ação. Foi muito boa porque aprendi muitas coisas de como plantar hortas, como regá-la, como usar os agentes com produtos das plantas da região pra matar os insetos, explica afirmando que com a chegada dos novos equipamentos, diversos trabalhos produtivos serão implementados.
Lucimere Matilde de Souza é jovem agricultora residente na Comunidade Santa cruz, beneficiada no P1MC e P1+2, mobilizadora no Coletivo e, ao dialogar com Stúdio Rural, fez um balanço da importância do trabalho já em andamento e sobre as perspectivas com a chegada dos novos equipamentos enquanto instrumento proporcionador de melhor qualidade de vida para as famílias beneficiárias. A avaliação que a gente faz é que o trabalho da gente está tendo resultado principalmente com essas pessoas da comunidade que se dedicam e isso está sendo muito bom pra gente e a gente está tentando melhorar a vida das famílias em relação a alimentação, a renda e é isso que nós da comunidade estamos trabalhando.
Presidente da Associação dos Agricultores e Agricultoras da Comunidade Tanque Furado, Vaca dos Frades e Boa Vista, Severino Ramos de Araújo, Raminho, falou da importância do projeto nas comunidades daquele município. As famílias estava tudo paradas sem resgatar histórias e práticas antigas e, além de receber recursos, tem união nas famílias que estão aprendendo mais, educando os jovens e acho que esses programas que chegaram a partir de 2003 fez com que o município de São Vicente do Seridó tenha a ganhar com isso, explica Raminho ao dialogar com Domingo Rural e Universo Rural.
Alex Barbosa dos Santos é animador social do Coletivo Regional e, ao conversar com Stúdio Rural, disse que a luta das organizações da ASA sensibilizou o Governo Federal para dar continuidade aos trabalhos e ações a partir de um aditivo e garante que a sociedade organizada já está em plena mobilização na implementação dos equipamentos e ao mesmo tempo conscientizado as famílias em todos os municípios sobre o papel do governo em apoiar ações tecnológicas transformadoras em toda a região. Acho que o nosso desafio sempre foi e quando a gente começou a trabalhar o programa, trabalhar essa nova fase de construir essa agricultura familiar era saber se as famílias iam entender e elas entendem porque elas já vêm fazendo há muitos anos e aí essa segunda água chega para a família ter uma segurança alimentar e os resultados estão aí. A gente pôde vê hoje em nossas visitas e é interessante porque é o agricultor ensinando ao agricultor, porque ele aprendeu, está fazendo e está provando que dar certo, que a gente pode produzir alimento pra garantir a segurança alimentar e se libertar do mercado.
Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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