Rede Borborema de agroecologia completa e comemora dez anos de dinâmicas de produção limpa e inclusiva

Famílias agricultoras, lideranças e entidades da agricultura agroecológica promoveram e fizeram parte de atividades comemorativas aos dez anos de existência e lutas da Rede Borborema de Agroecologia com ações integradas em diversos municípios no Território Borborema, em sintonia com as ações trabalhadas na Paraíba e em todo o semiárido brasileiro.

Participante do evento que aconteceu na sede da entidade, no Assentamento Queimadas, município de Remígio, Agreste paraibano, no último domingo(23), o pesquisador da Embrapa Algodão, Marenilson Batista, classifica como entidade com um legado importante para a construção da agricultura familiar sustentável nas dinâmicas atualizadas dos dias atuais dando grandes contribuições para o trabalho produtivo com inclusão. “É uma história construída na produção de alimentos saudáveis, produção orgânica e em agroecologia e é a primeira SPG OPAC da Paraíba(Sistemas Participativos de Garantia / Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade Orgânica), isso é muito importante e tem o foco em trabalhar com o algodão, mas trabalha muito fortemente com os seus consórcios milho, feijão, batata doce, gergelim, e isso é muito importante”, explica Marenilson ao dialogar com Stúdio Rural.

Batista falou sobre o trabalho desenvolvido ao longo desses dez anos e evidenciou a importância da gestão pública municipal de Remígio para o fortalecimento da ação que envolve a agricultura familiar, a gestão pública daquele município no município e no território. “A partir destas ações é que a Rede Borborema de Agroecologia hoje tem sua sede no município de Remígio e tem seis grupos de produção: Grupo de Produção no Assentamento Queimadas, Grupo de Produção no Assentamento Oziel, no município de Remígio; Grupo de Produção em Casserengue; dois Grupos de Produção em Barra de Santa Rosa, e um Grupo de Produção envolvendo produtores de Gurinhém e Mulungu. Por isso que essa celebração foi muito importante porque marca uma história de uma década de construção de Certificação Participativa na Paraíba”, explica aquele pesquisador.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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