Representações em Queimadas defendem fortalecimento do Coletivo Ana Alice Pela Não Violência Contra a Mulher

SR190117cEmpoderar a mulher no seu espaço é a meta de representações de entidades e pessoas da sociedade civil do município de Queimadas ao defender o fortalecimento do Coletivo Ana Alice Pela Não Violência Contra a Mulher no município que tem sido marcado pela prática do machismo e violência no lar e que tem despertado na comunidade o desejo de fortalecer as discussões neste segmento.

Angineide Pereira de Macedo é agricultora e representante do movimento camponês no município, diz acreditar ser importante o fortalecimento desse coletivo na defase da mulher, da criança e do adolescente vítima de violência no lar a partir da construção cultural de discussões que possam apontar novas perspectivas e ao mesmo tempo a partir de construção de uma cultura de paz na família, na escola, no ambiente sócio cultural e nas instituições diversas.

Mãe da jovem Ana Alice de Macedo Valentim, vítima da violência e que foi sequestrada, estuprada, assassinada e teve o corpo ocultado por 49 dias no ano de 2012, Angineide diz que são muitas as mulheres que enfrentam a violência no interior do lar, especialmente, e que resistir a esse tipo de mal transformando a dor em luta é mesmo o melhor caminho para a construção de uma sociedade melhor no campo e na cidade. “A gente tem um município enorme com trabalhadoras rurais e urbanas que têm tanta coisa boa pra fazer e pra mostrar, mas, infelizmente, de vez em quando a gente vê aparecer situações que nos deixa muito triste porque percebemos que mulheres estão sendo violentadas e vitimadas nestes casos e é com grande tristeza que a gente percebe essas situações e não dá pra ficar esperando por mais um caso, acho ser preciso tomar iniciativas para que a gente venha barrar essas situações”, explica Angineide ao dialogar com Stúdio Rural.

Teresinha de Jesus de Souza Dantas é secretária do Partido dos Trabalhadores no município, ex-secretária de Ação Social na prefeitura local e componente do ICA, Instituto de Cooperação Agrícola e diz acreditar ser de fundamental importância tratar a temática, organizar o coletivo e abrir a discussão de cultura de paz nos diversos locais urbanos e rurais como escolas e associações de agricultores e agricultoras e entidades de bairros como forma de estimular novo momento para as coletividades de todo o município. “Acreditamos ser possível fazer um trabalho social em todo o município a partir da organização de pessoas e entidades interessadas. Quando secretária fizemos um trabalho participativo e, em conjunto, deixamos uma marca no município de uma política de assistência como uma política de direitos, não como uma política de favorecimentos nem de assistencialismos e acredito ser possível transformar quando incluímos as pessoas nas discussões da identidade dos problemas e buscas nas soluções”, explica Dantas.

A delegada da Polícia Civil local, Juliana Brasil, diz que a existência desses coletivos é de fundamental importância como instrumento educativo e de prevenção de fatos negativos já que sensibiliza a sociedade para o fato de que os problemas se iniciam em casa e na comunidade, mas que com a sintonia de ações coletivas muita coisa boa pode acontecer e mudar muitas realidades, citando como exemplo o trabalho hoje existente no município a partir do Comitê Ana Alice. “A sociedade nestes comitês com o segmento rural, com a própria Angineide tem muita força, basta ver que Angineide transformou a dor dela em uma luta do bem, em uma luta em prol do fim da violência, desde que cheguei aqui e trabalhei junto com a doutora Socorro Fausto, Socorro já tinha entusiasmo na construção dessa parceria por entender que funciona, porque desta forma a gente chega até a população através de nosso Núcleo da Mulher onde a gente chega para explicar o que é a violência, que muitas vezes a mulher acredita que é a violência é só a agressão física, mas há a violência moral, violência psicológica, violência patrimonial em que os filhos passam a ser produto dessa violência e que precisam de um tratamento”, explica aquela autoridade.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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