Representantes da SEDAP e Emater falam sobre trabalho de capacitações de merendeiras pra melhorar cardápio escolar

Desenvolver um trabalho de capacitação de merendeiras de escolas da rede pública de ensino da Paraíba objetivando diversificar os pratos e sabores na alimentação que chega às escolas advinda da agricultura familiar de cada município é a meta da SEDAP que numa ação articulada pela Emater-PB vem fazendo um trabalho junto as merendeiras e diretores de escolas.

A afirmativa é do secretário do Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca(SEDAP), Marenilson Batista da Silva e do presidente da Emater Paraíba, Geovanni Medeiros Costa durante participação no Programa Universo Rural e Programa Domingo Rural falando sobre a importância do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) enquanto ação federal e do esforço feito pelo Governo do Estado via Sedap e suas vinculadas para o processo da produção qualificada e do processo de compra por parte das secretarias de educação do estado e dos municípios como forma de implementar as políticas de geração de trabalho e renda para as famílias e oferta de produtos alimentícios de qualidade para os alunos na rede pública de educação. “Nós estivemos em todo o estado, na semana passada eu estive em Capina Grande, estive em João Pessoa, Sousa e Patos fazendo todo esse trabalho do PAA Paraíba. Historicamente a Emater teve uma atuação muito grande na produção, na unidade de produção familiar assessorando os agricultores, e mais recentemente nós tivemos uma intensificação na nossa ação também do ponto de vista da comercialização, ou seja, fazer com que as famílias agricultoras tivessem acesso aos mercados, mercados institucionais tipo PANE e PAA”, explica Geovanni Medeiros, dizendo que só em 2010 foram operacionalizados no PNAE, no estado, cerca de R$ 1 milhão de reais e que com o conjunto das ações desenvolvidas pela extensão junto ás merendeiras e direções de escolas o trabalho e resultados têm se intensificado e que na atualidade já se registrou um salto financeiro para R$ 7,2 milhões de reais.

Ele garante que o trabalho será intensificado no sentido de que a agricultura familiar passe sempre dos 30% obrigatório por lei para porcentagens sempre de superação. “Nossa expectativa é de atendermos nessa primeira etapa 2.199 famílias de agricultores com o volume em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social apontado em R$ 2,780 milhões de reais em dinheiro circulando nas comunidades rurais”, explica dizendo que o produto é de qualidade agroecológica e chegará à cerca de 137 mil famílias em situação de insegurança alimentar.

Já o secretário do Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca, Marenilson Batista da Silva, ao dialogar com nossa equipe, disse que o programa vem se fortalecendo em todo o estado dentro de uma dinâmica de participatividade dentro de cada município paraibano a exemplo do escritório local da Emater que busca dialogar com as forças locais como sindicatos dos trabalhadores rurais e associações de agricultores, secretaria municipais de agricultura e educação dentre outras forças que possam contribuir com o processo de organização da produção e venda dos produtos da agricultura familiar local. “Esse é um dos grandes desafios que a agricultura sempre teve, em um passado em que se falava que a agricultura era só da porteira pra dentro e está muito claro que a agricultura, que a assistência técnica, que os órgãos que compõem o estado e agricultura tem trabalhado pra dentro da parteira e pra fora da porteira e é aí que entra com a criação do Programa de Aquisição de Alimentos(PAA) pelo presidente Lula e depois a criação do Programa Nacional de Alimentação Escolar(PNAE) deu essa condição para que a agricultura pudesse vender diretamente os seus produtos, no entanto é necessário que tenha todo um processo de capacitação na produção e capacitação na recepção e o desafio maior, amigo ouvinte, é quando se trata de Programa Nacional de Alimentação Escolar onde você tem que criar cardápios, você tem que criar essas condições adequadas na escola, ou seja, o cardápio tem que ser dialogado com os produtores. Tem que ser baseado no que se produz na região, se a região é produtora de macaxeira, o cardápio tem que ter macaxeira; se a região é produtora de inhame, o cardápio tem que ter inhame; se a região é produtora de galinha de galinha de capoeira, tem que ter galinha de capoeira e assim sucessivamente, ou seja, essa união entre alimentação escolar e agricultura familiar deve ser uma constante”, explica batista da Silva durante seu contato com o público 590 kHz e 1180 kHz.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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