Reunião evidencia inadimplência de agricultura familiar no Pronaf

Continua alta a inadimplência da agricultura familiar envolvida nos créditos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar(Pronaf). Os dados foram trabalhados numa reunião promovida pela Emater Paraíba no Escritório Regional de Campina Grande na última terça-feira(27) e que contou com a participação de representantes do Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário no Estado, Embrapa Algodão e escritórios regionais de toda a Paraíba.

A representante do BNB e gerente do Pronaf na Paraíba, Sandra Terto, disse que a situação continua crítica já que os recursos investidos ainda continuam sem retorno o que compromete a qualidade do programa governamental. “Ainda sim, mas eu acho que isso faz parte do dia a dia, até num casamento perfeito você tem que ter o ajuste, tem que ter o momento da conversa e esse encontro aqui com a Emeter é mais um momento pra gente acertar os ponteiros, ver no que a gente como Banco pode melhorar, mas também o que a Emater pode melhorar conosco pra gente atingir o nosso objetivo que é atender com crédito o agricultor familiar”, exemplifica ao contatar com os ouvintes de Stúdio Rural.

“A questão maior é a inadimplência dos pequenos agricultores e agricultoras á nível de Paraíba, á nível de Brasil, a gente até pode dizer assim á nível de Brasil, porque os projetos de um modo geral, pelo que se pode entender, é que não está dando retorno para o pessoal pagar o que foi contratado junto ao Banco”, relata a assessor técnico da Emater de Araruna, Severino do Ramo de Luna Freire.

“Nós estamos trazendo nossa preocupação com relação a recuperação do Pronaf B, um crédito que foi aplicado ao longo de cinco anos e que apresentou uma inadimplência considerável junto aos agricultores familiares, então nós estamos vendo essa parceria Banco do Nordeste, Emater, fazendo reuniões nas comunidades rurais no sentido de trazer esse crédito de volta, no casso agir nos seus pagamentos para que possa possibilitar o acesso a novas famílias com esse crédito que está sendo retornado”, expressa o coordenador da Emater de Guarabira, Josemar Vieira.

“Nosso principal objetivo hoje aqui é tratar da inadimplência, ela hoje é generalizada em todo o Estado, e por isso nós estamos aqui hoje para tratar desse movimento como também procurar metas para recuperar essa inadimplência”, justifica o coordenador da Emater de Cajazeiras, José Orlando de Medeiros, acrescentado que o não pagamento coloca em cheque a qualidade da agricultura familiar que, no entender dele, vem sendo vítima das condições adversas do clima em toda a nossa região.

“Estamos aqui para observar essas coisas todas e tirar nossas conclusões para que nas nossas programações a gente possa adquirir meios de pelo menos procurar atenuar a maior parte desses problemas, principalmente uma coisa que me chamou a atenção é a malha burocrática, todas essas linhas de créditos são complexas e tem uma rede burocrática muito grande e infelizmente os técnicos vão ter que digerir isso, uma coisa que não é correto porque a coisa deveria chegar nas mãos do técnico de uma forma mais simplificada, mas não, faz com que o técnico tenha que ter conhecimento jurídico, tenha que ter conhecimento administrativo, em documentação bancária, etc e isso tudo toma muito tempo do técnico e ele que deveria ficar mais a serviço as recomendações de suas profissões que é a veterinária, zootecnia ou agrônomia e com isso teria mais tempo para pensar os arranjos produtivos, as formas compartilhadas de produção nas propriedades rurais”, relata o represente do governo paraibano, Newton Marinho, ao dialogar com a equipe Stúdio Rural.

“Nós estamos buscando sempre esse espaço de diálogo já que parcerias têm que ter diálogo, nesse sentido é que o Ministério do Desenvolvimento Agrário com o Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Emater discutem e constroem soluções para os problemas que existem e nós entendemos que é exatamente dessa maneira que a gente pode dar uma sustentabilidade para a agricultura familiar discutindo pronaf, discutindo sustentabilidade, discutindo inadimplência para que realmente a gente possa garantir que a agricultura familiar tenha um lugar de destaque e que continue produzindo os setenta por cento de alimentos que chega a mesa do brasileiro”, esclarece o delegado federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário na Paraíba, Marenilson Batista da Silva.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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