SEDAP comanda discussão sobre Inspeção Municipal e Sanidade Agroindustrial Familiar durante Plenária Cariri Oriental

Discutir o desenvolvimento econômico e social da agricultura familiar nos Territórios de Desenvolvimento Rural Sustentável a partir da permanente implementação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar (SUSAF-PB) foi tema promovido pelo Fórum de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Cariri Oriental durante a plenária ordinária de julho acontecida na cidade de Boa Vista, no último dia 14/07.

Compartilhando informações técnicas e jurídicas para a implementação do programa nos diversos municípios do estado da Paraíba, participou como coordenador do programa junto a SEDAP, o agrônomo José Otávio Targino, detalhando a importância das gestões municipais no processo de implantação com ênfase para o desenvolvimento de cada municípios e cada território já que é regra apresentar a certificação da qualidade do produto de origem animal pensando na qualidade da alimentação e, consequentemente, da saúde da população consumidora. “A gente trouxe uma discussão sobre Certificação, os produtos de origem animal queijo, mel, ovos caipira, pescados precisam ter a certificação seja do Serviço de Inspeção Municipal, do Estado ou Federal para poder ser comercializado, e a gente está nesse trabalho justamente de conscientizar os municípios da importância de criar o Serviço de Inspeção nos municípios e, através do Serviço de Inspeção do município, fazer a adesão ao SUSAF que é o Sistema Unificado Estadual de Sanidade das Agroindústrias Familiares pra poder abranger todo o estado”, explica José Otávio durante entrevista ao Stúdio Rural.

Otávio garante que a certificação é fundamental para o trânsito dos produtos e para a tranquilidade produtor rural e dos mercados consumidores. “Eu digo que a certificação dá dignidade porque ela dar legalidade ao produtor de poder comercializar os seus produtos, e o município é aonde se vive, é muito mais fácil, com o Serviço de Inspeção do município, chegar junto de uma queijeira ali pertinho, o queijeiro está toda semana vinda trazer os seus produtos, vem na secretaria, a Secretaria de Agricultura municipal é a secretaria do desenvolvimento, e tem que criar essa rede no estado onde as secretaria municipais nos ajude no estado porque a gente não tem perna pra alcançar os 223 municípios e mais mil queijeiras que a gente tem no estado”, explica dizendo do urgente papel parceiro a ser exercido pelos municípios junto ao governo paraibano.

Aquele profissional explicou que a ilegalidade do produto sem certifica coloca o produtor em situação semelhante ao traficante de drogas, dentre outros. “O traficante de drogas, o queijeiro que não tem o seu produto certificado ele está sujeito as mesmas penalidades porque o produto dele é apreendido, se ele tem um produto que não tem certificação ele não pode transitar, ele não pode comercializar, isso é Lei e como eu falei aqui isso é Lei de 1950 e a gente agora tem que realmente fazer a diferença porque o nosso produto tem qualidade pra estar em todo mercado brasileiro”, justifica José Otávio garantindo ser algo fácil que depende de decisão política em cada município. “Pra mim existem duas palavras: decisão política” ilustra José Otávio durante ampla entrevista o Stúdio Rural.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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