Sindicatos discutem organização sindical e fortalecimento das políticas públicas para agricultura familiar

Discutir o processo de organização sindical do movimento dos sindicatos dos trabalhadores rurais do estado da Paraíba e buscar maior participação na execução das políticas públicas do governo federal dentre outros foi objetivo de uma reunião acontecida na última quarta-feira(02/10) no Centro de Eventos Maristas, em Lagoa Seca e contou com presença de cerca de representantes de diversos poços sindicais do estado da Paraíba.

Nelson Anacleto é componente do Pólo Sindical da Borborema e, ao dialogar com Stúdio Rural, explicou ter sido um encontro pra se discutir as políticas públicas e o movimento sindical no contexto de estado da Paraíba esse movimento se articular para dar respostas e contribuições diante de todos os desafios da vida social paraibana que vai das políticas públicas de convivência com o semiárido até as questões das políticas públicas de segurança que envolvem questões como educação, saúde, geração de trabalho e rende dentre outras. “Estamos fazendo um diagnóstico de todas as políticas que existem hoje direcionadas ao campo, a agricultura familiar, e fica claro que onde os sindicatos estão organizados e articulados como é o exemplo da Borborema que tem um Pólo com vários sindicatos, as políticas acontecem porque o Pólo corre atrás mesmo na contra-mão da federação. Infelizmente nós temos uma federação, diferentemente de outros estados, inclusive no Nordeste, que coordena, que articula as políticas para o campo no seu estado, aqui na Paraíba, não, os sindicatos estão totalmente órfãos, totalmente isolados, enfrentam muitas dificuldades nas regiões os sindicatos não se articulam, não têm um pólo, não tem uma organização com outros sindicatos a situação é mais difícil”, explica Anacleto criticando contundentemente a Federaçaão dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba.

Severino Beserra de Sousa é diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pedras de Fogo e, ao participar dos Programas radiofônicos de Stúdio Rural, disse ser preciso empreender um movimento com a marca “A Fetag é nossa”, já que, segundo ele, a entidade estadual da categoria está dominada por um grupo familiar e isso tem dificultado o processo de fortalecimento do sindicalismo no interior do estado já que a direção se ocupa de forma bastante exlusiva na manutenção do prédio da entidade, na capital, sem a preocupação de promover e interiorizar o movimento no interior do território paraibanbo . “Esse encontro é muito importante e acho que com esse encontro temos que mudar a cara da Fetag, porque a Fetag tem que mudar, até nossa bandeira tem que ser “a Fetag é nossa”, porque a Fetag ela vive na mão de uma família e a fetag tem que ter essa bandeira: “A fetag é nossa”., é luta dos trabalhadores, porque hoje a gente não vê uma democracia dentro da Fetag, da Federação dos Trabalhadores”, explica.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Luzia, Sertão paraibano, e, ao dialogar com nossa equipe, disse que avaliar o evento como positivo já que trabalhou questões relacionados ao movimento enquanto instrumento de luta e execusão de políticas públicas em todo o estado da Paraíba além de promover mobilizações e lutas para buscar novas polítias e conquistas. “Está precisando que os sindicatos se organizem em pólos para que a gente esteja vendo os pontos comuns nos municípios, temos que aprofundar essas discusões, levar os companheiros a estarem reunidos em grupos inicialmente, depois em fóruns e depois em Pólos porque o pólo é uma instância política do movimento sindical e essa organização é fundamental”.

Aristides Veras dos Santos é diretor da Contag, participou do encontro e de nossos Programas radiofônicos argumentando ter sido evento bastante positivo por ter tido participação bastante representativa de componentes dos diversos territórios do Estado da Paraíba avaliando as políticas públicas e o papel do movimento sindiacal nas diversas políticas em todo o estado colocando muitas sugestões e críticas, inclusive à Contag, como forma de apontar caminhos para o processo de fortalecimento do movimento no estado e no país como forma de trabalhar políticas pela reforma agrária dentre muitas outras. “Acho que todas as instâncias do movimento sindical têm que reconhecer que a gente pode mais, o que seria importante reconhecimento, a Paraíba tem uma experi~encia no Pólo da Borborema que congrega 17 sindicatos em que não só os sindicatos são mais organizados como tem toda uma rede de relações com parceiros das organizações não governamentais, tem toda uma ação não só organizativa, também formativa e também de fazer a pressão aos poderes públicos constituídos, seja municipal, seja estadual pra avançar nas conquistas e fazer com que as políticas públicas, que muitas vezes são negociadas em Brasília via nosso Grito da terra, cheguem no trabalhador”.

Já o presidente da CUT-PB, Paulo Marcelo, ao participar de nossos Programas, disse está Np DNA da CUT acompanhar a classe trabalhadora onde ela esteja e o encontro realizado em Lagoa Seca foi importante por discutir a falta das políticas públicas, em sua grande maioria, nos sindicatos rurais e a necessidade de construir um projeto que traga essas políticas para os municípios através dos sindicatos. “Eu já coloco isso há muito tempo que acho que o movimento sindical na Paraíba no mundo rural já foi muito forte e agora passa por uma debilidade que talvez as instituições que estão no topo deviriam ter tocando isso, deveriam ter abraçado a luta dos trabalhadores rurais e discutido com eles projetos como se discute no Pólo da Borborema”, explica argumentando que as experiências exitosas precisam ser avaliadas e, ao mesmo tempo, ampliado a partir de um movimento que se dialogue mais por todas as microrregiões do estado.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana e um dos representantes do Território do Cariri Oriental, Paulo Medeiros Barreto, participou do encontro e de nossos programas tecendo comentários sobre o encontro, seus objetivos metas e perspectivas para o futuro próximo já que, no entender daquela liderança, o movimento vem trabalhando o processo organizativo como nunca dantes tinha-se registros de trabalho tão segmentado e propositivo para com as lutas nas políticas públicas e no modelo de organização das entidades desde a base municipal, a estadual com propostas de projetos claros de mudanças para a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba que, a partir da construção de uma nova e futura direção possa somar no processo de organização dos sindicatos no interior do estado até no processo de globalização do movimento em sintonia com o movimento sindical rural brasileiro dentre as diversas outras categorias sindicais de todo o território nacional. “Faço uma avaliação muito boa porque nós estamos aqui debatendo como está o movimento sindical da Paraíba, que força está, quais os avanços que nós temos e estamos aqui reunidos com esse grupo muito fortalecido para compartilhar com os outros quais são suas dificuldades e seus avanços nos seus municípios”, explica Medeiros Barreto acrescentando que o progresso do movimento virá, também, a partir de mudanças na direção da federação que terá o papel de construir diálogos com as diversas experiências e lutas empreendidas em todo o estado da Paraíba.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top