STR de Barra de Santana inicia etapa de armazenamento de ração e continua capacitações junto aos pecuaristas

Depois da etapa de cursos e capacitações sobre armazenagem de ração e adoção das novas variedades de palmas resistentes a Cochonilha do Carmim que aconteceram no primeiro semestre deste ano(Clique e leia) pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana, agora é a vez dos trabalhos com o processo da construção de silos para armazenagem de ração a partir dos campos de sorgo desenvolvidos por agricultores pecuaristas conforme planejado em cursos acontecidos naquela casa sindical.

Stúdio Rural acompanhou o trabalho inicial desenvolvido na propriedade do agricultor pecuarista Murilo Almeida Gomes, na última quinta-feira(22/09), com o trabalho de construção de um silo de sorgo que está sendo desenvolvido a partir de equipamentos adquiridos pelo sindicato a exemplo da aquisição do trator e uso da motoensiladeira adquirida com recursos do MDA via Território do Cariri Oriental. “Graças á Deus o Sindicato dos Trabalhadores de Barra de Santana está ajudando muita gente e se Deus quiser daqui pra frente vai nos ajudar, está com um trator agora pra cortar as terras e uma ensiladeira pra fazer silo e agora estou mais interessado em plantar bastante capim”, comemora Murilo ao dialogar com a equipe Domingo Rural e Universo Rural.

Murilo disse que, motivado pela chegada dos novos equipamentos, plantou bastante capim e sorgo como forma de ir criando condições de continuar produzindo pecuária mesmo nas épocas de seca, período em que os pecuaristas são obrigados a vender parte do rebanho e muitas vezes registram perdas em razão da falta de alimento para os animais. “E tem uma coisa, eu plantei com força esse ano, porque é o seguinte: porque eu queria fazer um silo, passar pelo menos dois tirando ração e todo ano plantar tendo um de reserva, porque é bom quando a gente cria tendo reserva de ração pra dar ao gado, não é quando acabar a gente ficar aí sofrendo não. Bom é quando você tem dois silos e mesmo que gaste um, ficar com reserva para o outro ano”.

O pecuarista disse que com as capacitações acontecidas passou a levar em consideração a possível chegada da cochonilha que, a exemplo do que aconteceu na região de Monteiro, poderá acabar com os campos de palma gigante o que fez com que ele plantasse e multiplicasse as novas variedades resistentes a praga. “Graças á Deus eu já tenho a semente da palma doce, sei que é de vagar mas vou plantando e sei que vou fazer um campo dela, se Deus quiser”.

Paulo Medeiros Barreto é presidente daquele sindicato da categoria camponesa e, ao dialogar com a equipe Stúdio Rural, disse que o ano safra para o armazenamento está iniciado naquele município do ponto de vista de armazenamento de ração e enquanto instrumento educativo das novas dinâmicas que servirão de instrumento de multiplicação dos novos conhecimentos e adoção das novas tecnologias. “Já terminamos a revisão dos maquinários e colocamos já pra funcionar e, se Deus quiser, vamos atender muitos outros agricultores e os produtores que é um trabalho que vem sendo desenvolvido e o sindicato vem com essa luta e não podemos parar, vamos dar continuidade cada vez mais, melhorando o trabalho e procurando beneficiar cada vez mais os agricultores em quantidade”, explica Barreto.

Falando sobre os cursos e capacitações ofertados no primeiro semestre do ano pelo sindicato junto aos produtores, Paulo disse que os agricultores demonstraram amplo interesse na busca do fortalecimento da atividade que desenvolvem e um exemplo é um elevado número de plantios já desenvolvidos com sorgo e capim com o objetivo de fazer silos para o armazenamento de ração. “Só falta um incentivo, a gente ter um incentivo por parte das organizações do governo, coisa que não vem acontecendo aqui, mas nas limitações do sindicato, dos agricultores e também conseguimos a máquina de forragem do governo via MDA e vamos continuar com cursos de capacitações e agora com as silagens e não foi difícil não. Difícil é a gente começar, mas na hora que a gente começa, tudo começa a ser mais fácil”, explica Paulo ao fazer um balanço das propriedades que serão atendidas ao logo do período e disse que no próximo ano o sindicato colocará o trator a disposição dos pecuaristas de forma prioritária para aqueles que interessem plantar sorgo e culturas forrageiras como forma de fortalecer a cadeia da pecuária no município.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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