Stúdio Rural acompanha lançamento de processo de regularização fundiária em Lagoa Seca

Agricultores familiares, técnicos extensionistas, representações do Interpa, Icra-PB, Delegacia Federal do MDA dentre outros lideranças lotaram o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa para o lançamento do processo do Programa de Regularização Fundiária já implantado naquele município.

“Quero dizer que fico muito feliz aqui hoje que é pra anunciar essa parceria do Governo Federal com o Governo do Estado através do Interpa para a regularização fundiária da zona rural do município de Lagoa Seca. É uma reivindicação antiga do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e de sua base que de forma muita justa reivindicava esse pleito porque eles precisam ter, como se fosse a certidão de nascimento de sua terra, ou seja, a escritura da terra”, explica o superintendente do Incra-PB, Lenildo Dias Morais, ao dialogar com Stúdio Rural, argumentando a importância do trabalho para que as família possam ter acesso aos programas diversos, especialmente o crédito enquanto indutor do crescimento.

José Roberto Coelho é diretor presidente da Associação dos Agricultores e Agricultoras da Comunidade Pai Domingo, ao dialogar com Stúdio Rural fala sobre a realidade do município que é composto de minifúndios que em sua grande maioria não contam com a documentação da terra o que limita o desenvolvimento do município já que as famílias não têm acesso á importantes programas de créditos dentre outros. style=mso-spacerun: yes>  “Pra você ter uma idéia, só na associação de agricultores do Sítio nós trabalhamos com sete comunidades rurais e dentre elas hoje temos catalogadas 160 propriedades que se encontram irregulares, e com o advento desse cadastramento vem dizer ao homem do campo que ele realmente é agricultor nato com o titilo de posse de sua terra porque até ele é agricultor, mas ainda não tem o registro de sua propriedade, e com isso vem fortalecer sua auto-estima enquanto agricultor familiar”

Antônio Venâncio de Moura é técnico da Emater com trabalho prestado em Lagoa seca e, ao dialogar com Stúdio Rural, disse ser um trabalho de muita importância que já era almejado por toda a agricultora familiar daquele município. “Nós que passamos aqui 18 anos junto a esses produtores procurando fazer o bom e o melhor com a parceria do sindicato, com a parceria da secretaria da agricultura e a Emater nós ficávamos muito de mãos atadas em fazer um projeto para o produtor porque ele dependia e não tinha sua escritura, hoje esse dia aqui é um dia muito marcante, um dia que os produtores vão se libertar, aí é onde eles vão puder crescer mais, vão puder fazer sua agricultura como manda a agricultura familiar, tendo seu documento mais importante que é o documento da terra, é como a gente ter o registro de nascimento”, explica Venâncio ao dialogar com os ouvintes do Programa Universo Rural na última terça-feira(06/03) via Rádio Bonsucesso de Pombal AM 1180 kHz.

Lucileide Alves Gertrudes, Leda,é diretora do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca e componente do Pólo Sindical da Borborema e disse acreditar ser uma grande conquista da agricultura familiar através da luta sindical organizada já que é uma luta que vem em construção pela atual direção sindical. “Essa é uma luta que desde que fomos da oposição sindical que nós no sindicato de trabalhadores rurais aqui de Lagoa Seca temos assumido isso como uma bandeira de luta tendo em vista que grande parte, ou seja, 95% das terras aqui de Lagoa Seca são terras que variam entre 0 a 10 hectares, ou seja, são terras de minifúndios, são terras de pequenos agricultores e agricultoras e com o passar do tempo naturalmente essas terras foram ou estão sendo a cada dia fragmentada porque os filhos vão casando e vão ficando nessa terra e isso a cada dia tem se constituído em um problema style=mso-spacerun: yes>  até no momento para reivindicar algum benefício social a exemplo da previdência social, o acesso aos créditos bancários rurais”, argumenta dizendo que a regularização representará um ganho social e ao mesmo tempo econômico para a vida do município.

Leda aproveitou para dar um recado aos ouvintes das emissoras parceiras de Universo Rural e Domingo Rural. “A primeira coisa é conhecer de fato a realidade do município, porque quando nos éramos oposição sindical nós fizemos todo um levantamento pra compreender as questões da terras do município, o que de fato estava regularizado ou não e a outra coisa é o compromisso que o sindicato deve ter acima de tudo com os trabalhadores rurais. Acho que essa é a primeira questão, a partir daí é buscar a parceria junto ao governo formas de dialogar para que de fato essas coisas venham acontecer como está acontecendo aqui em Lagoa Seca, como nós sabemos isso é uma conquista antiga, não foi uma conquista do momento”, exemplifica.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Universo Rural

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