Viveiro comunitário de mudas visa recuperar áreas degradadas de Solânea

Com o objetivo de recuperar áreas amplamente degradadas do Brejo e Curimataú do município de Solânea é que as famílias de agricultores e agricultoras daquele município estão se empenhando para intensificar a diversidade de culturas a partir do plantio de mudas em um viveiro comunitário situado na Comunidade Videl e que está sendo iniciado com a confecção de uma diversidade de cultivos e culturas de plantas que serão levadas aos campos produtivos no início do inverno 2011.

style=FONT-FAMILY: ?Arial?,?sans-serif?; FONT-SIZE: 10pt>O trabalho foi visitado na última quinta-feira(17/11) pela equipe do Programa Domingo Rural que conheceu de perto as atividades desenvolvidas e ao mesmo tempo a realidade enfrentada pelas famílias e pelo meio ambiente daquele município que enfrentam grandes problemas com a falta de chuvas já registradas naquela microrregião e, especialmente, a falta de lenha que faz com eu as famílias fiquem condicionadas ao uso do gás de cozinha em razão da falta da lenha cada vez mais constante na vida de inúmeras famílias camponesas daquele município paraibano.

style=FONT-FAMILY: ?Arial?,?sans-serif?; FONT-SIZE: 10pt>As ações estão sendo desenvolvidas pelas entidades do Pólo da Borborema através do Projeto Agroecologia da Borborema com o patrocínio da Petrobrás via Programa Petrobrás Ambiental e, na opinião da agricultora Maria da Penha Batista Pereira, residente na Comunidade Videl, o trabalho desenvolvido pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais na parceria com as entidades do Pólo, fará com que, em pouco tempo, se reverta o quadro desolador enfrentado pelas comunidades. Ela garante que com pouco tempo a mata sumiu em razão da forma predatória como se fez agricultura naquele município. “A mata sumiu e está sumindo cada vez mais porque as pessoas não estão muito preocupadas em preservar, já está mudando um pouco, mas ainda estão com a mentalidade de: é porque precisa cortar uma lenha ali para abrir mais o cercado, eles vão lá e cortam para fazer pasto para o gado, não estão preocupados em replantar outra árvore naquele lugar aonde tiraram aquela e assim vai ficando cada vez mais desertificado o meio ambiente”, explica a agricultora informando que quando criança conheceu uma área de muita vegetação e hoje já está num quadro de mudança negativa.

style=FONT-FAMILY: ?Arial?,?sans-serif?; FONT-SIZE: 10pt>Antônio José da Silva, Toinho Cadete, é componente da direção do Sindicato dos Trabalhadores Rurais daquele município e, ao conversar com Domingo Rural, informou que a entidade objetiva desenvolver um trabalho de produção e distribuição de mudas com agricultores e agricultoras de todo o município, fazendo mobilizações de conscientização sobre a importância de recuperar o ambiente e desacelerando o processo de degradação enfrentado em todos os recantos do município. “Esse é o grande esforço, é isso que eu falava, o grande esforço da comunidade, o grande esforço da comunidade com as ONGs que estão nos apoiando nesse sentido desse projeto para que a gente possa fazer um trabalho mais acelerado, inclusive para o próximo ano de 2011. Nós iniciamos aqui com poucas plantas, chegamos a aproximadamente três mil mudas de fruteiras e nativas, mas em 2011 eu acredito que a partir de janeiro, fevereiro a gente já vai está com 20 mil mudas aí que será destinadas ás comunidades rurais do nosso município”.

style=FONT-FAMILY: ?Arial?,?sans-serif?; FONT-SIZE: 10pt>Cleibson dos Santos é assessor técnico da AS-PTA, conversou com nossa equipe e garante que trata-se de um trabalho continuado junto as famílias agricultoras daquele e de outros município onde está sendo feito um trabalho, desta vez, contando com os novos viveiros que terão o papel de colocar a disposição das famílias o conjuntos de culturas e cultivos capazes de dar condições sustentáveis para a produção de toda a região. “Nós estamos numa área aqui de brejo, Solânea é uma região que está transição de brejo e Curimataú, estamos aqui no Brejo vendo como está essa realidade hoje, então a gente tem muita preocupação que muitos trabalhadores vinha fazendo o processo de desmatamento, e muitos ainda continuam, então a nossa preocupação como equipe técnica e com o Pólo é de fazer uma conscientização desses trabalhadores para esse quadro mude. Por isso é que hoje nós estamos em parceria com esse projeto da Petrobrás pra trazer esse rede de viveiros pra que no futuro eles mesmos façam a distribuição entre si nas comunidades”.

style=FONT-FAMILY: ?Arial?,?sans-serif?; FONT-SIZE: 10pt>Santos lembrou que o processo de mudança é lenta, mas as conseqüências enfrentadas pelas famílias tem chamado a atenção deles próprios para as medidas que podem e devem ser tomadas. “Muitos trabalhadores hoje estão percebendo as conseqüências que eles estão passando hoje, como antes eles faziam toas essas práticas de queimadas, de cortar baraúnas ou angicos que é pra fazer as queimadas para cozinhar e hoje eles estão percebendo que tem pouca chuva na área, tem pouca produtividade, muitas pragas e doenças está aparecendo, então isso faz com que ele reflita isso e entre o processo de reflexão de conscientização, então muitos dos trabalhadores hoje estão recebendo isso como um novo caminho de mudança, então muitos deles está aceitando bem essa proposta nossa”.

style=FONT-FAMILY: ?Arial?,?sans-serif?; FONT-SIZE: 10pt>Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top