Famílias começam produção de algodão agroecológico no Sertão paraibano
Mais cerca de 50 famílias de agricultores na região do Alto Sertão paraibano passam a fazer parte de um projeto de produção agroecológico nesta safra 2009. São agricultores familiares de duas fazendas no município de Aparecida desapropriadas para fins de reforma agrária e que passam a integrar a Rede Paraibana de Algodão Agroecológico num sistema de produção integrado com as culturas de suporte para a segurança alimentar tradicionais a exemplo do feijão e milho.
Na última terça-feira(13), os agricultores e agricultoras daquelas áreas estiveram reunidos com representações do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Aparecida e da AS-PTA, ONG que trabalha desde os anos 80 na inclusão de tecnologias adaptáveis a agricultura familiar de nossa região, e discutiram as práticas, o processo e as experiências que já estão sendo desenvolvidas por todas as regiões de nosso e outros estados da região semi-árida brasileira.
O projeto de produção está sendo desenvolvido com o apoio das entidades de agricultores do Alto Sertão vinculadas a ASA-PB, Articulação do Semi-árido Paraibano em parceria com a Prefeitura Municipal de Aparecida e está utilizando duas fazendas desapropriadas das Várzeas de Sousa.
A equipe Stúdio Rural acompanhou o encontro e conversou com o agricultor familiar, Antônio Pereira da Silva, que fala sobre a expectativa do novo modelo de produção. Essa é uma longa história já que desde que nasci trabalhei o algodão com meu pai no vale do Piancó e vamos trabalhar agora e espero que Deus mande bom inverno para que a gente possa plantar e lucrar, argumenta o agricultor falando sobre a importância do apoio dado pelas entidades de agricultores.
Outro entrevistado, Francisco de Assis do Nascimento, é agricultor em uma das propriedades e falou sobre a decisão de voltar a produzir algodão no sistema agroecológico, acreditando que com o processo será possível desenvolver a produção e diz que os resultados apresentados pelas entidades de agricultores em outras regiões do estado e outros estados do semi-árido apontam para uma nova realidade algodoeira.
O agricultor Jacodemes Garrido de Souza disse que já trabalhou com projetos produtivos onde se utilizava muito veneno a exemplo do tomate, argumentou que voltou ao processo de produção para a alimentação da família e que trabalhar o algodão sem o uso do veneno representa uma atividade que causa certa expectativa. A gente tem tido uma experiência no trabalho com irrigação em São Gonçalo e Várzea de Sousa há cinco anos e hoje com essa parceria da CPT, Sindicato e outras entidades vamos trabalhar com algodão agroecológico, argumenta.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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