Ações e perspectivas para plantio e produção do algodão no Nordeste é tema no Domingo Rural

Um verdadeiro balanço sobre as ações associadas á realidade de produção do algodão nesta safra 2011 nos estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará além das perspectivas para os próximos anos tomando como base os investimentos que vêm sendo feitos na cadeia algodoeira desde capacitações das famílias até investimentos em tecnologias capazes de agregar mais valores a produção e ao modelo como um todo a exemplo da aquisição de miniusinas feitas recentemente pelas organizações parceiras e que tem o papel de separar a pluma da semente, prática que valorizará o produto diretamente na unidade de produção. Isso foi o que aconteceu no Programa Domingo Rural do último domingo(19/06) ao trabalhar entrevistas com o técnicos de entidades parcerias e agricultores representantes de entidades de produtores de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba.

O técnico da Embrapa Algodão, Dalfran Gonçalves Vale, argumentou que com a organização que está sendo trabalhada atualmente pela Embrapa e Projeto Dom Helder Camara dentre outras junta ao conjunto de agricultores em microrregiões de estados do Nordeste e com os resultados que vêm sendo alcançados, a tendência é de que outras organizações e grupos sociais possam planejar ações que venham aumentar o número de famílias trabalhando a cultura do algodão nas dinâmicas agroecológicas. “A tendência é de crescimento e enfrentando as dificuldades, as dificuldades com certeza jamais irão se acabar e o bom é isso porque é um processo evolutivo e a gente mais aprende dentro das dificuldades do que dentro das bonanças porque na bonança aprende-se muito pouco, mas essa vivência que aí está acontecendo eu acho muito interessante porque o aprendizado não é unilateral, nesse processo que a gente vem trabalhando em agroecologia, tanto a agente passa alguma informação como a gente recebe muita informação dos agricultores, então é conhecimento que vai, conhecimento que vem e as formas de conhecimentos existentes no lado científico na prática dos agricultores só vai somar”, explica Dalfran ao dialogar com Domingo Rural mostrando que com as novas aquisições tecnológicas as famílias produtoras passam a trabalhar a agregação de valor diretamente em campo, fazendo com que a cultura que no passado foi trabalhada com suportes tecnológicos caros passe a ser trabalhada com tecnologias realmente apropriadas a toda a região.

Domingo Rural falou da importância desempenhada pelo algodão por décadas importantes do século passado. “A partir de então experiências importantes de produção agroecológicos na Paraíba, em Pernambuco, no Ceará e no Rio Grande do Norte passam a trabalhar a chamada agregação de valor diretamente em campo . Então os agricultores produziram por muitos anos, boas décadas, de forma convencional, até ali no final dos anos 70, início dos anos 80 quando então tivemos a chegada do bicudo, o bicudo acabou com a nossa produção de algodão, aí então ficamos sem produzir algodão, a gente sabe como é que funcionava a dinâmica de nossa agricultura, era assim olha: nós tínhamos a produção de milho, feijão, fava, esses produtos para alimentação, então a gente guardava nos silos nos depósitos e quando o algodão chegava ali pelo mês de outubro, novembro então com o algodão a gente pagava contas, a agente comprava um bezerro, uma vaca, fazia uma poupança porque o algodão era a garantia do capital, era a garantia do dinheiro e pra nós style=mso-spacerun: yes>  o outro era alimento e o algodão era complemento. Com a ida do algodão, com a chegada ao fim com a intervenção do bicudo na nossa produção é que nós ficamos sem opção. A gente agora tem que se virar com o milho, o feijão, a fava ou o que a gente lucrar é pra tudo, então nós entramos num grau de empobrecimento fantástico. Começamos a trabalhar os venenos, os venenos começaram a fazer mal aos agricultores e agricultoras porque são venenos perigosos à vidas das pessoas, do ser humano e com isso não dava resposta, a gente sempre aumentava a quantidade de venenos, com isso aumentava a quantidade de gastos, depois a gente adoecia e passava a gastar com a saúde da família e isso começou a desgovernar geral, isso começou a despencar. Muito bem: aí os agricultores começaram a perceber que era possível trabalhar sem uso de veneno com a produção do algodão. Era uma estratégia de época de plantio, de distância de culturas, de espaçamentos e com isso começou-se uma nova experiência e começou dar resultados. Os agricultores começaram a perceber que a estratégia principal era trabalhar a diversidade de cultivos e aí trabalhou-se a diversidade de cultivos”, explicou o apresentador de Domingo Rural mostrando os estados nordestinos que pouco a pouco foram crescendo no novo e eficiente modelo de produção.

Entrevistas e temas continuaram acontecendo durante a manhã do domingo dentro do Programa Domingo Rural que teve participação de lideranças diversas fazendo um balanço sobre o trabalho que vem sendo feito além de tecer comentários sobre a importância de mais famílias passarem a fazer parte dessa nova modalidade cultural.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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