Agricultor desenvolve produção agroecológica com venda direta ao consumidor

O agricultor familiar Inácio Luna de Oliveira(foto), residente na comunidade Ribeiro de Alagoa Nova, Brejo paraibano, está desenvolvendo uma produção de hortaliças num sistema agroecológico e venda direto ao consumidor na feira agroecológica que acontece todas as quartas-feiras, na Estação Velha, Museu do Algodão, próximo ao escritório de representação do governo do estado.

Ele disse que a prática desenvolvida é visitada por diversas outras comunidades que vêm em busca de compartilhar as informações e adotar em suas propriedades e falou sobre a importância da agricultura diversificada e que não faça queimadas nem práticas que causem impactos ao meio ambiente. “Tinha uma tal de Cidagro que era uma casa do governo e estava lá toda equipe de sulfato de amônio, cloreto de potássio, super triplo pra salgar a terra, comecei logo desmantelando a terra e depois vinha o Aildrin 40 para pulverizar os pés de banana. Meu amigo, é um veneno tão perigoso no mundo que em 1980 eu recebi prêmio de produtividade daqueles plantios pelo banco, ganhei dinheiro e desmantelei por outro lado, na minha terra a água ficou salobra e quando cuidei na vida estava com minhas fontes todas salobras porque eu usava supertriplo, cloreto de potássio e sulfato de amônio direto nas bananeiras e nas laranjeiras”, justifica Luna, informando que inicialmente houve produção mas que depois a terra ficou sem capacidade de produção e ou produtividade. “Daí eu comecei as mesmas práticas que meu pai usava e eu como filho caçula comecei a arrancar o mato e deixar dentro dos regos dos leirões”, argumenta o agricultor, informando que a partir de então começou a utilizar novas formas de trabalho numa parceira com as entidades de agricultores.

Inácio disse produzir cerca de 30 produtos que são vendidos nas feiras das cidades de Campina Grande, Esperança e Alagoa Nova, e que gradativamente a clientela começa a perceber a importância de se alimentar com um produto saboroso e saudável citando o exemplo da banana que é amadurecida com uso da planta sucupira. “Eu aconselharia para os agricultores que acordem porque quando ele está envenenando os outros está envenenando logo ele, porque se ele está usando adubo químico na terra ele está matando a própria família. E a nação? Por isso que ele tem que ser um colaborador da natureza porque nem está matando os microorganismos da terra, as minhocas, os pássaros, as lagartas, os pássaros”, exemplifica Luna, dizendo que quando usava veneno na horta a cerca de quinze anos passados encontrava os sapos magros e que atualmente são animais gordos e saudáveis.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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