Agricultores agroecológicos paraibanos se recusam a receber sementes do governo do estado

Na última segunda-feira (14) ocorreu o lançamento do Programa Governamental de Sementes no estado da Paraíba, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), em Solânea, evento que, segundo as organizações do Pólo, teve promoção do Ministério do Desenvolvimento Agrário e o governo paraibano e marcou a distribuição de sementes pelo Programa Brasil Sem Miséria, que prevê a distribuição em municípios paraibanos.

A informação é da Articulação Nacional de Agroecologia(ANA) através de matéria jornalística publicada em seu site(http://www.agroecologia.org.br) e lançada ao público justificando que várias famílias agricultoras guardiãs das sementes da paixão estiveram presentes e levantaram o debate sobre os principais problemas que envolvem o programa, apontando todo o trabalho de organização das famílias em Bancos de Sementes Comunitários e por que elas não querem as sementes distribuídas pelo governo. “Os agricultores lutam pelo direito de continuar melhorando, pesquisando e conservando gratuitamente suas sementes nativas. As famílias montaram no evento um altar com a diversidade de sementes da paixão, sistematizações e mapas”, justifica, acrescentando que no outro lado, mais sacos com sementes do governo e uma grande faixa: Cuidado – Sementes tratadas com venenos.

Em matéria publicada a organização explica que os trabalhadores colocaram luvas para, simbolicamente, denunciar o veneno das sementes que seriam distribuídas. style=mso-spacerun: yes>  “A mobilização fez com que as sementes retornassem para o escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), ao invés de serem levadas para o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR)”, explica a matéria acrescentando que será realizada, também, uma reunião para a construção da Política de Sementes crioulas com os órgãos do governo.

Documento lançado pela Articulação no Semiárido Paraibano (ASA), Polo da Borborema e AS-PTA argumenta que a distribuição em larga escala de algumas poucas variedades de sementes não adaptadas às condições ambientais e socioculturais das diferentes regiões repete o erro histórico dos programas públicos que em nada contribuíram para promover autonomia das famílias agricultoras e que além disso, seu caráter assistencialista e distributivista desvaloriza e desmobiliza as estratégias de autogestão comunitária de sementes aumentando a vulnerabilidade e gerando mais dependência dos agricultores em relação aos insumos vindos de fora.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top