Agricultores avaliam algodão agroecológico em consórcios agroalimentares na safra 2018 e perspectivas 2019

SR261218bFazer um balanço da produção do algodão agroecológico nos sistemas agroalimentares na região do Cariri Ocidental e Curimataú paraibanos foi objetivo da agricultora Adeilza Procópio da Silva, residente e empreendedora no Assentamento Zé Marcolino, no município Prata, Cariri Ocidental; e do agricultor Alexandre Almeida da Silva, residente e produtor no Assentamento Queimadas, município Remígio, Curimataú paraibano.

Durante entrevista no Programa Domingo Rural e Programa Esperança no Campo do último final de semana, ela e ele falaram sobre a trajetória do trabalho e experiências com o algodão quem vêm sendo desenvolvidos nas unidades rurais da reforma agrária, falaram sobre a inclusão das experiências nos meios sociais com participação das escolas, universidades e entidades da sociedade organizada como forma de mostrar que fazer agricultura agroecológica é possível, fizeram um balaço da produção, diversidades e mercados na safra 2018 e ainda trabalharam perspectivas para a safra 2019 com planejamento de ampliar as áreas dentro e fora desses assentamentos rurais já que a empresa francesa que compra o algodão pede por mais produtos com garantia antecipada de compra.

“A safra foi uma safra muito boa, mas a gente esperava mais, porque alguns agricultores perderam o tempo certo da plantação, os que plantaram cedo tiveram lucro, mas mesmo assim foi na estimativa do que a gente esperava já com contrato com a empresa Veja comprando o algodão agroecológico, quer dizer: foi com muita alegria para os agricultores como também fez essa segurança pra venda dessa safra, além de ser agroecológico, além de estar trabalhando a questão da saúde, levando um produto de qualidade, também ter esse retorno já da compra também que foi muito bom”, explica Adeilza em contato direto com nosso público ouvinte.

“É uma avaliação de que, graças a Deus, viemos desenvolvendo a cada dia mais, e 2018 a produção nossa, principalmente a produção orgânica, a gente teve um avanço muito bom na produção do algodão e de outros produtos e com isso a gente desenvolve a agricultura familiar orgânica num trabalho que vem dando certo e vem sendo cada vez mais procurado”, explica Alexandre Almeida acrescentando que as estratégias na pesquisa participativa fez com que as famílias conseguissem produzir, mesmo de forma limitada, durante os anos da grande seca 2012 a 2017 e afirma que a garantia de compra do produto por parte da empresa ‘Veja’ fez com que mais famílias se interessassem pelo plantio já para a safra do próximo ano. “Foi uma empesa que a gente tinha conhecimento dela há muitos anos, mas a partir de 2017 ela começou fechar contrato com essa empresa, esse ano também a gente já vendeu e é uma empresa que valoriza muito a qualidade do produto orgânico e ela não dá fé não somente do produto orgânico como também é uma grande parceira de reforçar a Rede, reforçar a associação, o trabalho com reconhecimento que tem esse produto”, reafirma ao dialogar com nosso público ouvinte.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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