Agricultores de Picuí e Barra de Santa Rosa discutem recursos hídricos do Programa Uma Terra e Duas Águas

Agricultores e agricultoras familiares do município de Picuí e Barra de Santa Rosa estiveram reunidos durante os dias 08 e 09 deste mês no auditório da ONG Xique Xique de Barra de Santa Rosa(foto), Curimataú paraibano, para discutir as técnicas e formas de trabalhar a água já acumulada nos novos reservatórios denominados de cisternas calçadão com capacidade para 52 mil litros de água e que, associado a diversidade da agricultura familiar local, vem melhorando a qualidade de vida de cada família.

Trata-se do P1+2, Projeto Uma Terra e Duas Águas, financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) através da Unidade Gestora AS-PTA em parceria com as entidades do Pólo da Borborema e que vem desenvolvendo o trabalho em municípios do Curimataú, Brejo e Agreste da Paraíba a exemplo de Picuí que está contemplado com 25 cisternas calçadões, Barra de Santa Rosa com 15 cisternões, Nova Palmeira com 19 e Cacimba de Dentro com a construção de 27 cisternões dentre outras ações.

Nós do Programa Domingo Rural acompanhamos o encontro promovido pela AS-PTA e CEOP em parceria com entidades locais e, neste domingo(16 de maio), evidenciamos as ações ao conversar com o agricultor José Raniere Santos Ferreira, residente na comunidade Serra Baixa de Picuí e componente da ONG CEOP. Ele falou sobre a importância do Projeto do MDS na vida das entidades e das famílias agricultoras e ao mesmo tempo fez um balanço da reunião acontecida em Barra de Santa Rosa. “O Programa Uma Terra e Duas Águas está fluindo bem aqui no Curimataú e Seridó, nós temos várias implementações em Picuí, Barra de Santa Rosa, Nova Palmeira e Cacimba de Dentro, então já houve todo um processo de formação anterior que era o gerenciamento de água para a produção de alimento, posteriormente já foram construídas 90% das cisternas calçadão, estão no processo de construção agora as barragens subterrâneas e agora é mais um momento de formação que nós estamos trabalhando com as famílias aqui hoje em Barra de Santa Rosa sobre a importância que tem o arredor da casa, o fortalecimento da agricultura familiar para que a cisterna calçadão cumpra esse papel que é o de promover a saúde e o desenvolvimento da família, desenvolvimento da comunidade como um todo. É a água que vai chegar para a produção de alimentos, então é esse alimento que nós queremos que seja o alimento que melhore a vida da família”, revela Raniere ao dialogar com os ouvintes da Rádio Serrana de Araruna AM 590 kHz, Rádio Cultura de São José do Egito AM 1320 kHz e Rádio Independente do Cariri FM 107,7 MHZ.

Outro entrevistado por nossa equipe foi o animador de campo da AS-PTA, técnico em agropecuária Afrânio Pereira de Azevedo, que ao dialogar com os ouvintes do Programa Domingo Rural, falou sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido pela AS-PTA e entidades parceiras e garante que o trabalho de construção está chegando ao seu final e que entidades e agricultores continuam a luta em torno da mobilização de convivência na região semiárida das microrregiões trabalhadas. “Aqui na região aonde a AS-PTA acompanha, podemos dizer que já está bem avançado, em alguns municípios já foram concluídas as construções das cisternas calçadão, outros estão aí já na fase final, nos últimos momentos na construção das cisternas. Ao todo acho que a gente já está aí com cerca de 160 cisternas construídas, o total é 185, quer dizer que está faltando pouco mais de 15 a 20 cisternas”, relata aquele técnico mobilizador, argumentando que a estratégia principal das entidades é mobilizar as famílias em torno da sustentabilidade.

Nós do Programa Domingo Rural conversamos com a agricultora Maria Arlinda da Costa, residente no Sítio Lagoa da Coruja, distante 03 quilômetros da cidade de Picuí e ela garante que as coisas estão melhorando para ela e a família depois da chegada do trabalho desenvolvido pela ONG CEOP e parceiras da ASA Paraíba. Ao dialogar com nossos ouvintes ela disse que as coisas irão melhorar mais ainda conforme ela mesma explicou. “Eu vivo assim, eu trabalho só na minha agricultura mesmo, porque o lugar da gente não tem emprego pra ninguém, não tem renda nenhuma, aí assim eu vivo só do sítiosinho lá, crio criação e meu sítio não tinha quase água, tinha apenas uma cisterna que já foi feita também pelo Governo Federal, aí agora veio esse projeto, então eu me inscrevi e eu acho que agora com essa cisterna minhas condições de vida realmente vai melhorar mais, porque muitas coisas que eu tenho eu não tenho mais porque não tenho a água”, relata a agricultora explicando que está aos 52 anos de vida e uma longa caminhada a desenvolver no semiárido de Picuí.

Olivânio Dantas Remígio é diretor da ONG CEOP de Picuí, trabalhou no encontro como mobilizador e animador social e garante que a qualidade de vida das famílias naquele município e região vem mudando para melhor além do mercado que pouco a pouco vai sentido o reflexo dessa qualidade de vida promovida pela ação social das famílias através das entidades parceiras. style=mso-spacerun: yes>  Ao conversar com a equipe do Programa Domingo Rural, Olivânio Dantas Remígio falou sobre as ações desenvolvidas na região do Curimataú e sobre a importância da reunião acontecida durante aquele sábado e domingo(08 e 09 de maio). “Nós estamos trabalhando em quatro municípios: Picuí, Nova Palmeira, Barra de Santa Rosa e Cacimba de Dentro com as cisternas calçadão, são cisternas com 52 mil litros de água para produção de alimentos e hoje está sendo feito a formação que é essa capacitação com as famílias para fazer o entendimento no quê que elas pensam em fazer com a água da cisterna, o que é que modificou na cabeça deles após a construção das cisternas, o que é que mudou na percepção não só com o arredor de casa, mas com toda sua propriedade, aquele espaço de terra em que eles trabalham, então nós estamos durante esses dois dias. Hoje é a parte mais de formação, parte de diagnóstico e amanhã vai ser a parte prática onde nós iremos dividir em grupos de trabalhos e as famílias irão até a comunidade para fazer na prática realmente o trabalho de canteiros, vai ser a escolha de qual a identificação das famílias: se é pra produção de alimentos ou se vai ser para a criação de animais”, explica aquela liderança mostrando a dinâmica que é desenvolvida pelas entidades rumo a convivência com a realidade semiárida.

Pedro Cabral de Oliveira é agricultor residente na comunidade Serrote do Tigre, distante 10 quilômetros de Picuí, e ao conversar com a equipe do Programa Domingo Rural falou sobre o trabalho que ele já vem desenvolvendo na parceria com a entidade parceira CEOP e garante que com a chegada da Cisterna Calçadão haverá excedente na produção dele, excedente que será vendida no mercado de Picuí e com o dinheiro da venda dos produtos, muita coisa boa pode melhorar na qualidade de vida de toda a família. “Vou plantar verdura, coentro, cebola, alface, tomate, o mamão já está nascendo, o jerimum tudo que eu encontrar em jerimum caboclo que é vendável”, explica aquele agricultor após falar sobre as culturas já trabalhadas e a diversidade que é produzida na propriedade dele que tem forte tendência e potencial para a fruticultura e pequenas criações.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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