Trabalhadores rurais de Remígio discutem possível frustração na safra 2010
Agricultores familiares vinculados ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Remígio participam de assembléia na próxima sexta-feira(21/05) com o objetivo de discutir ações que viabilizem a vida no campo frente a realidade frustrante pela qual passa a agricultura daquele município que até então não conta com índice satisfatório de chuva que proporcione produção para essa safra 2010.
Segundo o presidente daquele sindicato, Euzébio Cavalcanti de Albuquerque, foram construídos recentemente, com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome através da Unidade Gestora AS-PTA, 24 cisternas calçadão com capacidade para 52 mil litros de água e quatro barragens subterrâneas que com a pouca chuva que deu já mostra um resultado de produção.
Ao contatar com Stúdio Rural aquele diretor informou que com o trabalho do sindicato, desenvolvido junto as mulheres , tem sido multiplicado os canteiros econômicos e fortalecido a luta contra o uso do veneno na agricultura, ação que representa uma bandeira de luta para aquela entidade sindical.
Diante das poucas chuvas a esperança daquela direção sindical é trabalhar a água das cisternas calçadão como alternativas de produção que racione a água e viabilize a produção, alternativa que contribuirá para o funcionamento da Feira Agroecológica que acontece todas as sextas-feiras no centro daquela cidade. Veja a feira agroecológica toda sexta feira, é uma oportunidade da população da cidade comprar uma alimentação saudável. Uma alimentação que começou a chegar nas escolas graças a esse trabalho do nosso sindicato, comenta.
Outro tema que estará em discussão na assembléia, segundo aquela direção, é a questão previdenciária, a busca de respeito para com por parte do INSS que tem apresentado cada vez mais dificuldades para conceder. A luta do nosso sindicato para adquirir respeito vem se transformando numa luta muito forte, é preciso brigar por esse direito. Além de combater os agiotas que agem enganando os agricultores, ocupamos o INSS que fez mudar a situação do beneficio no município, argumenta aquele diretor, acrescentando que com as ações tem diminuído o indeferimento, pois mais e mais agricultores têm seu beneficio aprovado e quando não é aprovado vem primeiro uma carta de exigência, o que fez melhorar a parceria com o INSS.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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