Agricultores e entidades do Brejo reclamam de falta de espaço para venda de produtos agrícolas na Empasa-CG

Agricultores e entidades da agricultora familiar de diversos municípios do Pólo da Borborema se reuniram no dia 19 de novembro, na sede do Sindicato dos trabalhadores Rurais de Lagoa Seca, com diretores da Empasa-Campina Grande, Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviços Agrícolas para discutir assuntos relacionados ao espaço que deveria ser destinado, especialmente aos produtores rurais regionais e que, por falta de organização na empresa e em razão da competição do agronegócio de grandes perímetros irrigados em diversos estados do Nordeste, esses agricultores da região do Compartimento da Borborema estão ficando de fora e na melhor das hipóteses estão levando vultosos prejuízos na hora de tentar vendar a produção agrícola naquele espaço comercial.

Manoel Inácio da Silva, Neco, é agricultor familiar no município de Lagoa e diretor de uma associação de agricultores naquela municipalidade e garante que são muitos os agricultores que estão ficando sem espaço na Empasa para vender seus produtos e abastecer o mercado local com produtos igualmente locais que geram emprego e renda na região. “A situação é muito difícil porque o agricultor chega na Empasa e não tem espaço, só tem espaço na hora de pagar, quando chega lá dentro não tem espaço pra descarregar os produtos já que os atravessadores ficam tomando conta de todo o espaço e a necessidade do agricultor é muito grande”, explica o agricultor ao dialogar com os ouvintes das nossas emissoras parceiras via programa Universo Rural e Programa Domingo Rural e assegurou que é grande o número de agricultores que estão no prejuízo em razão da falta de espaço que são ocupados por atravessadores e grandes comerciantes do estado e de outros estados e regiões brasileiras.

Pedro Fialho é comerciante lojista na Empasa, secretário de Agricultura de Lagoa Seca e disse que a realidade é que a central de abastecimento já não comporta o volume de venda e a quantidade de produtores e comerciantes que frequentam aquele espaço comercial, muito embora reconhece que os privilegiados são sempre aqueles que detém lojas e que os produtores da região que dependem de usar a pedra(como é chamado o espaço rua) são amplamente prejudicados já que as ruas da Empasa viram estacionamentos de lojistas e atravessadores, obrigando os produtores locais a terem que vender seus produtos em locais afastados e em cima dos próprios caminhões, fazendo que esses se obriguem a diminuir sensivelmente os preços e venderem a atravessadores locais. “O produtor está levando prejuízo, mas nós esperamos que num espaço mais breve de tempo isso seja resolvido, nessa reunião falaram que vai haver uma ampliação no mercado, inclusive com uma área destinada ao produtor e esperamos o ano que vem, ano de eleição, de copa do mundo, que todos se saiam bem”, explica ao dialogar com nosso público ouvinte.

Coordenador do Pólo Sindical da Borborema, Nelson Anacleto disse que a reunião é foi fruto de acentuados problemas registrados na Empasa com elevadíssimos prejuízos aos produtores de diversos municípios da Borborema que ao tentar abastecer o mercado com seus produtos agrícolas são obrigados a ficarem na periferia do comércio naquela central de abastecimento e amargarem permanentes prejuízos semana a semana. “Por isso é que essa luta dos sindicatos é para fazer com que aquele agricultor invisível, inibido, tímido se tornar com força, e a força desses agricultores é fazer valer a direção da empresa enquanto governo do estado que reconheçam agricultores e seus sindicatos e acho que essa reunião tem esse objetivo de dizer claramente à direção da Empasa, ao povo do Pólo, aos sindicatos e às associações que esses agricultores não são cães sem dono, que esses agricultores são representados por esses sindicatos e por isso é que nós estamos estabelecendo esse diálogo já que é o primeiro momento que a gente está conversando com a direção da empresa, agora, com certeza, se não tiver nenhuma boa alternativa diante de nossas propostas é que nós vamos continuar a luta”, explica Nelson Anacleto no Programa Universo Rural do dia 21 de novembro e Domingo Rural do domingo 24 de novembro quando a polêmica foi bastante evidenciada.

O gerente da Empasa, em Campina Grande, José Ronaldo de Souza, disse ter sido um encontro produtivo em que foi colocado verdades por parte das entidades e agricultores, reconhecendo ser fato o fardo de prejuízos vividos pelos produtores locais e diz que as cobranças e pressões exercidas por partes desse público organizado terá resposta positiva em favor dessa categoria que tem característica de produção local e preencha os requisitos das atribuições da Empasa. “É verdade, a gente lamenta. Como eu já disse à você, hoje a Empasa está inchada como se diz, pequena pra atender a demanda, principalmente na área da agricultura e com certeza isso não pode acontecer e é pra isso que nós estamos trabalhando no sentido de melhorar esse espaço e brevemente vamos poder atender aos agricultores”, explica dizendo que a empresa tem um grande terreno que terá construção para a ampliação do local de compra e venda para que produtores, comerciantes e consumidores possam exercer as atividades.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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