Agricultura familiar agroecológica paraibana dá recado socioambiental ao público campinense

Cerca de 1500 agricultores e agricultores familiares associadas ás representações de entidades de apoio ao movimento por uma agricultura familiar que gere trabalho e renda sem impactos negativos ao meio ambiente foi a meta alcançada pelas organizações da ASA Paraíba, Organização no Semiárido Paraibano na manhã da última sexta-feira(19/03) com mobilização com teve início às 08 horas da manhã na pirâmide do Parque do Povo e mobilização pelas principais ruas do centro da cidade.

Durante a caminhada pelas ruas de Campina Grande e no Parque do Povo os manifestantes usaram palavras de ordem sobre o papel de resgate dos princípios da agricultura estadual e nacional vem aplicando nas atividades produtivas e ao mesmo tempo denunciaram os interesses das empresas que trabalham sementes transgênicas e venenos exemplificando a realidade pela qual está passando a microrregião do Brejo e do Agreste paraibano com a presença da Mosca Negra dos Citros e por outro lado a influência de representantes das empresas de produtos venenosos que começam atuar na região através de agentes da extensão rural e da pesquisa no estado da Paraíba e que já conflitam com os interesses da agricultura sustentável da região que apresentam alternativas naturais de convivência com a praga.

Durante toda a caminhada os participantes mostraram ao público campinense que quando o consumidor utiliza produtos agroecológicos comprados em feiras agroecológicas estão fomentando um trabalho que já há algumas décadas vem buscando alternativas para os problemas diversos que surgem nos sistemas produtivos com técnicas e tecnologias que construa a cadeia que veja a vida em primeiro lugar com desafios que passam pela conquista da terra como forma de expansão das áreas produtivas, produtos de qualidade na segurança alimentar no meio rural dentre outros objetivos.

O bispo da Diocese de Campina Grande, dom Jaime Vieira da Rocha, ao dialogar com a equipe do Stúdio Rural falou do papel que a igreja vem assumindo através das pastorais sociais da cidade e do campo dizendo que a luta dos agricultores e agricultoras animam e dão ânimos aos setores rural e urbano afirmando que terra, pão e a luta organizada da sociedade fazem parte da vida da igreja que vem se aproximando cada vez mais a essas iniciativas da sociedade organizada que buscam a construção do ser com a construção. “Graças a Deus nós acompanhamos através da CPT dessas pastorais sociais estas ações que vão se desenvolvendo em apoio a agricultura familiar e por isso a festa da semente da paixão, muito bem sucedida e idealizada há cinco anos trás, representa o grande espaço que reúne todos os trabalhadores, todos os produtores rurais familiares, isso é muito importante porque isso anima, dar ânimo, revigora as forças e as esperanças desse povo que luta com tanta dificuldade e as vezes completamente desamparados em contar com políticas públicas que fortaleçam o seu trabalho e a sua produção na sua região”, argumenta o religioso após sua participação no movimento camponês agroecológico.

Ele afirmou que a sustentabilidade se traduz no grande ideal das organizações da ASA que têm apresentado para a sociedade alternavas tecnológicas capazes de dar novos rumos aos hábitos de consumo na cidade e no campo as temáticas. “É o grande ideal de toda essa organização a sustentabilidade para o meio ambiente, para a vida humana, quer dizer produção sem agrotóxicos, que dizer que é uma outra realidade, um outro mundo que nós sonhamos e esperamos pela força dos pequenos e as organizações que no mundo vão prestando apoio a essas iniciativas”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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