Algodão agroecológico anima famílias agricultoras e entidades no município de Monteiro na perspectiva 2020

Famílias agricultoras e entidades da agricultura familiar do município de Monteiro, Cariri Ocidental paraibano, estão comemorando resultados da produção do algodão nas dinâmicas do projeto de cultivos agroalimentares que tem a cultura do algodão como produto de importância para somar na diversidade da agricultura agroecológica do semiárido.

Na Vila Produtiva Rural Lafayette, naquele município, as famílias engajadas no projeto já comemoram a primeira colheita da cultura do algodão orgânico que foi reintroduzido na região pelas entidades parceiras da Embrapa e ONG Arribaçã com o objetivo de oferecer mais uma alternativa de geração de renda para o pequeno produtor rural. “A nossa expectativa aqui com o algodão agroecológico na nossa região, foi uma expetativa de bom aproveitamento porque nós tivemos um conhecimento dentro da agroecologia no qual a nossa região tinha perdido essa demanda de plantação de algodão e nesse ano nós tivemos a felicidade de conhecer e participar do projeto da Arribaçã com a Embrapa e parceiras e desenvolver o algodão Aroeira agroecológico que representou um espaço cheio de riquezas e conhecimentos fundamentais não só para mim, mas para os produtores rurais”, explica o agricultor Aguinaldo Freitas da Silva, ao dialogar com nosso público ouvinte detalhando o trabalho desenvolvido na Vila Lafayette de Monteiro. “Nós iniciamos o projeto aqui com 29 produtores, mas, por conta das adversidades, ao final trabalhamos com 14 produtores que colheram, beneficiaram, colheram conhecimentos e nossa expectativa é que para o ano a gente venha desenvolver mais ainda porque os produtores ficaram bem curiosos, mesmo os que não plantaram e que ainda não têm essa dinâmica de estar nestes espaços de reunião”.

O tema foi evidenciado no Programa Esperança no Campo e Programa Domingo Rural do último final de semana a partir de diálogo com Aguinaldo e com o pesquisador da Embrapa Algodão, Marenilson Batista, explicando que a safra está em fase final da colheita, que há plena satisfação por parte das famílias e que tudo está sendo possível graças ao empenho das famílias e das instituições parceiras. “Esse é um projeto que está no território do Cariri e, como falei, é um projeto coordenado pela Diaconia, tem consultoria da Arribaçã e tem a Embrapa como responsável pelo aprimoramento do sistema, seja de capacitação modular e também com pesquisas participativas, e, nos municípios, alguns municípios têm entrado com parcerias principalmente quando fala a parceria do corte de terra e é uma ação direta com os produtores e Monteiro tem sido um desses municípios que fez a parceria com os produtores do algodão no corte de terra” justifica o pesquisador ao dialogar com nosso público ouvinte.

Marenilson falou sobre as perspectivas para a safra 2020 e acrescentou que as famílias fazem parte da rede de agricultores na Paraíba e mais outros estados nordestinos que estão plantando e colhendo um produto que receberá o Selo Orgânico Brasileiro com reconhecimento apoiado na parceria Embrapa Algodão, ONGs e entidades que fomentam a agroecologia e participação das famílias agricultoras nas dinâmicas do projeto.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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