Algodão agroecológico no Piauí é destaque no Programa Domingo Rural desta semana

A produção 2020 do algodão agroecológico nos sistemas agroalimentares no estado do Piauí foi destaque neste domingo, 30 de agosto, a partir de entrevista com a agricultora Maria de Fátima da Conceição Sousa, residente no Assentamento Novo Zabelê, município São Raimundo Nonato, e representante da Associação dos Produtores e Produtoras Agroecológicos do Semiárido Piauiense.

Com participação direta no Domingo Rural, Fátima fez um balanço do conjunto das ações desenvolvidas desde o ano de 2010 que hoje trabalha com cerca de 70 famílias agricultoras numa projeção de produzir algo superior a 15 toneladas do produto. “A gente acha que vai superar o ano passado, no ano passado nós fizemos 9 toneladas de algodão, e esse ano, pelo o que a gente já está vendo de produção dos grupos que estão produzindo, eu acho que a gente vai dobrar essa produção do ano passado”, explica Fátima Sousa ao dialogar com nosso público ouvinte distribuído nos estados do semiárido brasileiro.

“Desde 2010 que começamos a proposta da produção com o incentivo da Embrapa Algodão da Paraíba, de Campina Grande, com os amigos Gildo, do Fábio Aquino, juntamente com o Projeto Dom Helder Câmara que ainda atuava, passou oito anos aqui no Assentamento e que incentivou essa questão da produção nos consórcios em nossos territórios”, explica justificando que o projeto foi aceito pelas famílias por ser uma dinâmica em que se produz culturas que se somam na diversidade da agricultura familiar de forma que pode-se ter perda em uma variedade que se equilibra em possíveis ganhos em outras culturas trabalhadas. “Então a gente viu que a proposta era uma proposta boa, só que uma proposta nova que a gente não tinha costumes de trabalhar com os consórcios, a gente não sabia nem o que era, então eles explicaram como era, mostraram pra gente como que a Embrapa fazia em Campina Grande, como eram os consórcios que a Embrapa já vinha trabalhando, o Projeto Dom Helder também já estava trabalhando com esses consórcios no Ceará e no Pernambuco e aí a gente abraçou e começamos a testar em 2011 consorciando com feijão, com milho, com gergelim e várias culturas que a gente já tinha costumes de produzir”, relata Fátima num espaço amplo de comunicação rural.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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