Algodão em Exu-PE é destaque no Domingo Rural a partir de entrevista com agricultor familiar no Araripe

Objetivando falar sobre a produção orgânica do algodão nos sistemas agroalimentares em municípios da região do Araripe pernambucano, o agricultor familiar Francisco Barbosa Rodrigues de Lima, Nego, participou do Programa Domingo Rural do último domingo(30) falando sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido na região.

Residente no sítio Tigre de Exu, território do Araripe, Nego explicou que tudo se iniciou a partir de um conjunto de atividades que já vêm sendo desenvolvidos por entidades parceiras para o fortalecimento da agricultura familiar sustentável naquela região semiárida. “É o segundo ano consecutivo que a gente está produzindo esse algodão em consórcio agroecológico, a ideia foi simples porque eu nasci e me criei plantando algodão desse preto que chama-se mocó, meus pais e avós eram plantadores também de algodão, então no passar do tempo a gente foi obrigado a deixar de plantar por conta do bicudo, então surgiu agora essa ideia de plantar esse algodão branco em consórcio com outras culturas feijão, milho e outras e outras e vem dando certo”, relata Nego evidenciando o papel das entidades da sociedade e de governos no novo processo produtivo.

No Araripe a produção agroecológica do algodão está acontecendo nos municípios Granito, Araripina, Ouricuri, Trindade, Santa cruz, Bodocó que contam com mais de 30 grupos contendo cerca de 05 a 10 pessoas por coletivo de produtores e produtoras com áreas de até um hectare. “Foi quase geral as chuvas aqui na nossa região, em todos os municípios choveu quase na mesma época, então foi dado início no mês de dezembro, teve pessoas que deixou pra plantar em janeiro, quem plantou em fevereiro atrasou e teve perda de produção, mas quase todo mundo plantou em dezembro”, explica dizendo que a partir de então as famílias já ficam de olho em preparar o terreno à espera do inverno 2021. “Já estamos preparando as terras já para o próximo plantio, aqui todo mundo já colheu, já estamos beneficiando, outros estão ainda fazendo o vazio sanitário porque é o mais importante, o vazio sanitário nos ocorre três meses antes do plantio, então está mesmo na época porque está faltando três meses e pouco já que a gente planta em dezembro”, explica Nego.    
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural /

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