Banco Comunitário de Sementes de São Vicente do Seridó é destaque no Domingo Rural

No Programa Domingo Rural deste domingo(07) um dos temas em evidência foi a experiência com Banco Comunitário de Sementes das comunidades Santa Cruz e Santa Maria no município de São Vicente do Seridó, que vem sendo desenvolvida a cerca de 24 anos envolvendo diversas famílias de agricultores e sendo referência de crédito em sementes para toda aquela região.

Domingo Rural entrevistou o agricultor familiar e um dos organizadores daquele Banco, Luiz Matilde de Sousa(foto), que falou sobre como se iniciou o trabalho, número de famílias envolvidas e principalmente o que significa para o produtor regional guardar uma semente que tem uma história que vem desde avós e bisavós, prática que rendeu o nome de semente da Paixão. O Banco de Sementes da gente foi fundado em 1983, foi uma época muito ruim semente era muito difícil, aí surgiu uma idéia da igreja e mandou a gente organizar os agricultores e arrumou a semente pra gente iniciar, relata Matilde, esclarecendo sobre os avanços alcançados a partir de então. “Ajuda muito porque de lá prá cá Graças á Deus vem dando certo, porque hoje nós estamos com nosso banco de sementes lá”, garantindo que a solidariedade entre as famílias permite fazer com que as famílias emprestem a semente mesmo para algumas famílias que não estão ainda associadas ao banco já que os associados sempre trazem uma quantidade acima do necessário na época da colheita.

Aquele agricultor garante que antes a dependência na busca de sementes fazia com que a maioria das pessoas trocassem o voto por sementes ofertadas pelas lideranças tradicionais locais, mas mesmo assim quando recebiam as sementes sempre chegavam em fases elevadas do inverno comprometendo a capacidade produtiva no campo. “Isso pesa também porque os políticos sacrificam, se aproveitam, porque eles arrumam as coisas assim pensando no voto da pessoa e agente”, explica Matilde ilustrando como era a realidade antes da existência do Banco Comunitário de Sementes.

Ele diz que as famílias já tinham a prática de desenvolver o banco de sementes familiar, mas com as dificuldades a prática foi ficando comprometida com desistências de famílias, mas com o apoio das entidades de agricultores vinculadas ao Coletivo Regional de Educação Solidária daquela região, o trabalho está de volta no seu fortalecimento, justificando que já são cerca de 50 famílias fazendo parte do trabalho organizativo.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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