Barra de Santana organiza seminário e lançamento de variedades de palmas para enfrentamento da Cochonilha

Objetivando discutir os males e perigos da Cochonilha do Carmim é que o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana já está com tudo pronto para a realização do I Seminário de convivência com a Cochonilha do Carmim, praga que já acabou toda a cultura da palma forrageira de diversos municípios do Cariri Ocidental, já atinge quase todos os palmais do município de Caturité além de já está presente em diversos municípios do Cariri Oriental e tem Barra de Santana como próximo território a fazer grande ataque já que trata-se de município com ampla área com áreas cobertas com a cultura.

Neste domingo(23/01) Domingo Rural entrevistou o presidente daquele sindicato que falou sobre as estratégias que estão sendo organizadas a exemplo do processo de mobilização e conscientização dos pecuaristas que já iniciam interesse em desenvolver áreas para de multiplicação de novas variedades dentre outras. “Tenho dito que os municípios visinhos já estão infectados com a Cochonilha do Carmim e Barra de Santana não vai durar tempo, não vai durar dias pra chegar avançar pra dentro de nosso município e nós com os passos pequenos que temos já começamos a andar e avançar nas discussões, inclusive com um evento marcado para Barra de Santana, o sindicato está organizando um evento a nível regional para o dia 10 de fevereiro onde estamos com um dia de conscientização de convivência com a Cochonilha do Carmim, porque não temos como combater, mas aprender a conviver com ela com as palmas resistentes e outras práticas que podem ser desenvolvidas dentro do município”, relata aquele diretor sindical reforçando que essa é mais prática de Barra de Santana, através do sindicato dentro do Território de Desenvolvimento Rural Sustentável do Cariri Oriental na busca de práticas e tecnologias de convivência com aquela microrregião semiárida.

Domingo Rural conversou com o representante da Coapecal, Cooperativa Agropecuária do Cariri Paraibano, Marcelino Trovão de Melo, enquanto empresa parceira das ações de convivência em toda aquela região, que falou sobre a importância do evento e sobre o papel que cada empresa, instituição e pessoas têm para o processo de execução de políticas voltadas ao crescimento da região e, neste aspecto aquela empresa cooperada faz sua parte representando pecuaristas que estão em municípios diversos da região. “Parabéns Barra de Santana que partiu na frente neste sentido que antes da Cochonilha chegar se preveniu, o pessoal de Barra de Santana já estava me procurando pra gente fazer aquisições de raquetes e começar fazer um trabalho de distribuição, neste sentido esse encontro do dia 10 vai marcar isso e a gente convoca os municípios circunvizinhos, caso de Gado Bravo, Alcantil, Santa Cecília, Aroeiras e que façam a mesma coisa, conscientize que a calamidade é grande, é um estado de calamidade, digo o seguinte: produtor sem palma não é produtor, vaca sem o alimento não dá leite e o produtor sem o leite qual que vai ser da renda dele?”, adverte Marcelino Trovão ao dialogar com os ouvintes do Domingo Rural.

Sobre assa realidade e sobre a realização do evento, o articulador estadual dos territórios rurais do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Antonio Junio da Silva, disse que essa luta já faz parte das ações dos fóruns territórios de desenvolvimento rural paraibanos, ações que não devem ser limitadas a ações isoladas, citando como exemplo o trabalho que vem sendo desenvolvido pelos municípios nas práticas sustentáveis com produção diversificada de ração e o processo de fabricação de silagens a partir da aquisição dos equipamentos forrageiros no ano de 2009. “O território começa discutir outros temas e tudo isso tem a ver com desenvolvimento territorial. Tivemos na semana passada uma discussão dobre a cochonilha do carmim que é uma praga perigosíssima que está dizimando a palma aqui no território que é um suporte forrageiro para os animais e já outros municípios também do território começam a puxar a exemplo de Barra de Santana que vai também fazer essa discussão dia 10 de fevereiro e nós do território estamos apoiando essa iniciativa porque é discussão de desenvolvimento territorial e aliado a isso a gente também, tem apoiado a questão do armazenamento de forragens, então é mais do que justo que o território possa puxar essas discussões e também tirar encaminhamentos para que juntos, as entidades e o governo possam tirar alternativas de enfrentamentos dessas questões””, explica Junio da Silva.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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